Um movimento discreto com uma das mãos pode ser um importante alerta de que alguém está em perigo. Conhecido internacionalmente como Signal for Help (sinal de ajuda), o gesto permite que vítimas de violência comuniquem a necessidade de apoio sem precisar falar ou chamar a atenção de um possível agressor.
O sinal voltou a ganhar repercussão após ser utilizado por uma menina de 9 anos durante uma tentativa de estupro em Curitiba, no Paraná, na sexta-feira (9). O caso chamou a atenção para a importância de conhecer o gesto e saber como agir ao identificá-lo.
A iniciativa foi criada em 2020 pela Fundação Canadense das Mulheres (Canadian Women’s Foundation), durante a pandemia de Covid-19. Naquele período, as medidas de isolamento social aumentaram a preocupação com pessoas submetidas à violência doméstica, muitas vezes obrigadas a permanecer em casa com seus agressores.
Como fazer o sinal de ajuda
O gesto é simples e pode ser realizado durante uma videochamada ou presencialmente, sem a necessidade de utilizar palavras ou mensagens escritas.
Para reproduzi-lo, a pessoa deve seguir três etapas:
- Levantar uma das mãos com a palma voltada para fora.
- Dobrar o polegar em direção à palma da mão.
- Fechar os outros quatro dedos sobre o polegar, como se estivesse envolvendo-o.
A sequência forma um sinal visual discreto que pode indicar que a pessoa está em uma situação de risco e precisa de ajuda.
Como surgiu o gesto
A campanha foi desenvolvida em resposta às dificuldades enfrentadas por vítimas de violência doméstica durante a pandemia. Com o isolamento social, muitas pessoas passaram a ter menos oportunidades de procurar familiares, amigos ou serviços de proteção sem serem observadas pelos agressores.
Nesse contexto, o sinal foi pensado como uma alternativa silenciosa para facilitar a comunicação durante chamadas de vídeo e outras interações. A proposta era permitir que alguém demonstrasse estar em perigo sem depender de uma conversa ou de uma mensagem que pudesse ser descoberta.
Com a divulgação internacional, o gesto passou a ser utilizado também em situações presenciais, tornando-se uma ferramenta de alerta em diferentes contextos de ameaça e violência.
O que fazer ao identificar o sinal
Reconhecer o gesto pode ser fundamental, mas é importante agir com cautela. O sinal deve ser entendido como um possível pedido de ajuda, e não como uma confirmação isolada de que um crime está acontecendo.
Ao perceber o movimento, a pessoa deve avaliar o contexto e, se houver suspeita de perigo, buscar uma forma segura de entrar em contato com a vítima ou acionar as autoridades. Confrontar diretamente o possível agressor ou agir de maneira que exponha o pedido de socorro pode aumentar o risco.
Em situações de emergência no Brasil, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O mais importante é não ignorar um possível sinal de alerta e priorizar a segurança de quem pode estar em perigo.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
