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‘Sem eleição limpa, não haverá eleição’, diz Bolsonaro em nova ameaça sobre 2022

Redação Por Redação
01/08/2021 - 19:43
em Brasil
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Em discurso para manifestantes que promoviam ato pró-voto impresso, em Brasília, neste domingo (1º), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar a eleição de 2022 em dúvida.

O chefe do Executivo federal afirmou que “sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”. “Nós exigimos juntos, pois vocês são de fato o meu exército”, bradou Bolsonaro aos manifestantes.

A concentração na Capital Federal começou por volta das 9h30 no Museu Nacional. Às 12h30, alguns manifestantes começaram a dispersar. Por volta das 13h, ainda havia pessoas na esplanada dos ministérios. A PMDF bloqueou todas as faixas do Eixo Monumental, entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Congresso Nacional.

Aos manifestantes, Bolsonaro disse que a maioria da Câmara dos Deputados é a favor do voto impresso. Segundo ele, há uma “minoria” que busca barrar o voto impresso e que foi escolhida por líderes depois de uma reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

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Em discurso para manifestantes que promoviam ato pró-voto impresso, em Brasília, neste domingo (1º), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar a eleição de 2022 em dúvida.

O chefe do Executivo federal afirmou que “sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”. “Nós exigimos juntos, pois vocês são de fato o meu exército”, bradou Bolsonaro aos manifestantes.

A concentração na Capital Federal começou por volta das 9h30 no Museu Nacional. Às 12h30, alguns manifestantes começaram a dispersar. Por volta das 13h, ainda havia pessoas na esplanada dos ministérios. A PMDF bloqueou todas as faixas do Eixo Monumental, entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Congresso Nacional.

Aos manifestantes, Bolsonaro disse que a maioria da Câmara dos Deputados é a favor do voto impresso. Segundo ele, há uma “minoria” que busca barrar o voto impresso e que foi escolhida por líderes depois de uma reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

Ainda durante o discurso, o presidente da República apontou que o Brasil também sofre com outros problemas simultaneamente, como a pandemia, a crise hídrica e a inflação.

“Temos que enfrentar esses problemas, buscar cada vez mais soluções para os mesmos e não deixar um pequeno grupo que parece manter refém outro pequeno grupo e daí surjam chantagens, para que venham ter eleições sem qualquer forma de ser auditada. Quem fala que a urna eletrônica é auditável e segura é mentirosa”, discursou.

Bolsonaro disse ainda que ele e os manifestantes estão no “lado certo” e que não vai esperar “acontecer para depois tomar providências”. “Faremos o que tiver que ser necessário para que haja contagem publica de votos e tenham eleições democráticas ano que vem”.

TSE: votos já são impresso

Mais cedo, o TSE usou as redes sociais para dizer que os votos “já são impressos”. Na publicação, o órgão do Judiciário afirma que qualquer eleitor pode fazer a contagem de votos por conta própria, por meio do boletim de urna.

Ainda sobre as declarações de hoje de Bolsonaro, a CNN procurou o TSE, o STF, os presidentes da Câmara, do Senado e de partidos políticos.

Por enquanto, quem se manifestou foi Carlos Lupi, presidente do PDT, que diz que “o presidente adota esse discurso como uma tática para manter a mobilização de seu eleitorado e tentar tirar o foco dos equívocos cometidos no enfrentamento da pandemia”. Para ele, “se o voto eletrônico é fraudado, então o presidente foi eleito todas vezes por uma fraude”.

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, disse repudiar “as tentativas de desestabilização por parte de Bolsonaro”. “A campanha do presidente da República pelo voto impresso e as recorrentes ameaças contra a democracia são inaceitáveis”, diz Medeiros, para quem o “sistema de votação eletrônica é seguro”.

Já a presidente do PCdoB, Luciana Santos, afirma que “a urna não é vulnerável a ataques externos, o voto é auditável e todo o sistema é muito confiável. É o que atestam, inclusive, organismos internacionais”.

Líder do Cidadania na Câmara, o deputado federal por SP Alex Manente afirmou que “acusações devem ser provadas”. “O TSE tem mostrado diversas provas de que a urna eletrônica é segura e auditável. Por isso, fizemos a pedição para que qualquer derrota no voto, de qualquer candidato, não tenha como desculpa fraude no sistema eleitoral”, afirma o deputado.

O PSB disse que não irá se manifestar.

As informações são da CNN.

Tags: #Eleiçoes 2022#Jair Bolsonaro#Voto impresso
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