Cinco décadas de casamento, lembranças de uma vida compartilhada e acontecimentos que desafiam a realidade deram origem à história que conquistou o principal reconhecimento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
O longa-metragem “Se eu fosse vivo… vivia”, dirigido por André Novais Oliveira, recebeu o Troféu Candango de melhor filme na cerimônia realizada na noite de sábado (19 de setembro).
A produção foi um dos destaques da 59ª edição do festival, encerrando sua participação com três premiações. Além da categoria principal, o filme conquistou os prêmios de melhor roteiro e melhor figurino.
A escritora Conceição Evaristo e o ator Norberto Novais Oliveira também foram reconhecidos com menções honrosas por suas participações na obra.
História acompanha casal após 50 anos de casamento
A narrativa apresenta Gilberto e Jacira, casal que inicia sua trajetória amorosa na década de 1970, no interior de Minas Gerais. Ao longo dos anos, os dois constroem uma vida marcada pela convivência, pelas lembranças e pelas transformações que acompanham uma relação duradoura.
Depois de 50 anos de casamento, a internação de Jacira altera profundamente a rotina do casal. Gilberto passa a enfrentar a ausência da companheira e a experimentar situações inesperadas, que transformam sua percepção sobre o tempo e a própria realidade.
A partir desse acontecimento, o filme percorre diferentes momentos da história dos personagens, explorando o amor, a memória e os vínculos que permanecem mesmo diante das mudanças impostas pela vida.
A produção combina elementos do cotidiano com acontecimentos fora do comum, construindo uma narrativa sobre a passagem do tempo e a importância das relações afetivas.
Festival de Brasília registra recorde de inscrições
A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também foi marcada pela participação expressiva de realizadores de diferentes regiões do país.
O evento recebeu mais de 2 mil inscrições, estabelecendo um novo recorde de participação. Desse total, mais de 70 produções foram selecionadas para integrar as mostras competitivas e as demais atividades da programação.
Considerado o festival de cinema mais antigo do Brasil, o encontro mantém sua importância como espaço de divulgação, reconhecimento e valorização da produção audiovisual nacional.
Além das disputas entre longas e curtas-metragens, a programação reuniu sessões especiais, mostras paralelas e atividades voltadas à reflexão sobre o cinema brasileiro.
As exibições também abriram espaço para produções de diferentes estilos e propostas narrativas, ampliando o contato do público com a diversidade do audiovisual produzido no país.
Filmes premiados terão sessões gratuitas no Cine Brasília
Com o encerramento da competição, o público terá a oportunidade de assistir novamente às produções reconhecidas pelo júri.
O Cine Brasília, principal espaço de realização do festival, passa a receber sessões gratuitas dos filmes vencedores.
O longa “Se eu fosse vivo… vivia” está programado para voltar à tela nesta segunda-feira (21 de setembro), às 20h.
A exibição oferece uma nova oportunidade para o público conhecer a história de Gilberto e Jacira, que garantiu ao diretor André Novais Oliveira o principal prêmio da edição de 2026.
*Da Agência Fonte Exclusiva
