O dia 23 de abril é uma das datas religiosas mais marcantes do calendário brasileiro. Em diferentes cidades, especialmente no estado do Rio de Janeiro, milhares de pessoas celebram São Jorge, na tradição católica, e Ògún, nas religiões de matriz africana como Umbanda e Candomblé.
A devoção compartilhada representa um importante símbolo do sincretismo religioso brasileiro, resultado de séculos de encontros culturais e espirituais. Para muitos fiéis, São Jorge e Ògún representam coragem, proteção, vitória e abertura de caminhos.
Nas igrejas católicas, a programação costuma começar ainda na madrugada, com alvoradas, missas especiais, bênçãos e procissões que reúnem multidões. No Rio de Janeiro, a Igreja de São Jorge, em Quintino Bocaiúva, é um dos principais pontos de peregrinação e costuma receber devotos durante todo o dia.
Já nos terreiros, a celebração de Ògún envolve rezas, cantos, oferendas simbólicas, giras espirituais e encontros comunitários. Em muitas casas religiosas, também são organizadas feijoadas, rodas culturais e momentos de confraternização entre frequentadores e moradores da região.
Ògún é reconhecido como o orixá ligado ao ferro, à tecnologia, ao trabalho e à guerra justa. É visto como aquele que abre estradas e vence obstáculos, sendo uma das entidades mais cultuadas no país.
Durante a data, ruas ganham as cores vermelha e branca, velas são acesas, imagens são carregadas em procissões e milhares de pessoas renovam pedidos de saúde, proteção e prosperidade.
Além do aspecto religioso, o 23 de abril também movimenta o turismo, o comércio e a economia local, com aumento no fluxo de visitantes, venda de flores, velas, imagens, alimentos e produtos temáticos.
A celebração de São Jorge e Ògún reafirma a diversidade cultural brasileira e mostra como diferentes tradições convivem lado a lado, mantendo viva a fé de milhões de pessoas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
