A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos entre janeiro e julho de 2026. Foram 1.035.647 registros no período, alta de 90,8% em relação aos 542.737 contabilizados nos mesmos sete meses do ano passado.
O crescimento, no entanto, não significa que mais de 1 milhão de mulheres tenham feito denúncias. Um mesmo contato pode gerar diferentes protocolos e a atuação da central vai além do registro de casos de violência. Dos atendimentos realizados neste ano, 872.257 foram pedidos de informação, enquanto 98.705 corresponderam a denúncias. Outros 63.478 registros envolveram orientações e serviços da rede, além de 1.207 manifestações diversas.
A procura por informações sobre onde buscar ajuda representa uma parcela expressiva da demanda. Foram 462.919 solicitações relacionadas ao acesso à rede de proteção, o equivalente a 44,7% dos atendimentos. Também houve mais de 200 mil pedidos de informações sobre o próprio funcionamento do Ligue 180.
A central funciona como uma das portas de entrada para a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres. Durante o atendimento, é possível receber orientação sobre direitos e localizar serviços disponíveis na região da vítima, como Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, centros de referência, Defensoria Pública, Ministério Público e unidades da Casa da Mulher Brasileira.
Quando há uma denúncia, o relato é registrado e passa por conferência técnica antes de ser encaminhado aos órgãos responsáveis pela apuração e aos serviços especializados, de acordo com a necessidade de cada caso. O encaminhamento pode envolver órgãos da Segurança Pública, Ministério Público e estruturas estaduais de políticas para as mulheres.
A central também permite acompanhar a tramitação da denúncia. Ao final do atendimento, é fornecido um número de protocolo, que pode ser usado posteriormente para consultar o andamento do registro junto ao Ligue 180.
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA LIDERA DENÚNCIAS
Entre as 98.705 denúncias recebidas de janeiro a julho, a violência psicológica aparece com a maior participação, representando 35% dos registros. Em seguida estão situações classificadas como violência doméstica, com 24,5%, e violência física, com 18%.
Os números mostram ainda que o aumento da procura pelo serviço foi especialmente impulsionado pelos pedidos de informação. Essa modalidade passou de 361.475 registros nos primeiros sete meses de 2025 para 872.257 neste ano, crescimento de 141,3%.
No primeiro semestre, o Ligue 180 já havia registrado 74.396 denúncias, 19% a mais que as 62.349 contabilizadas entre janeiro e junho de 2025.
QUEM PODE PROCURAR O LIGUE 180?
O atendimento não é restrito à mulher que está sofrendo a violência. Familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência contra uma mulher também podem procurar a central.
Além das denúncias, o serviço pode ser usado por quem busca informações sobre direitos, medidas de proteção ou sobre onde encontrar atendimento especializado.
O Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. O atendimento também pode ser feito por WhatsApp, pelo número (61) 9610-0180, além de e-mail e videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A central, porém, não substitui o atendimento policial de emergência. Quando uma agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato à integridade da vítima, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
*Da Agência Fonte Exclusiva
