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Dinheiro esquecido pode ir para os cofres de municípios — Foto: Pixabay

Dinheiro esquecido pode ir para os cofres de municípios — Foto: Pixabay

Prefeituras tentam acesso a bilhões de reais esquecidos de contas bancárias de pessoas que já morreram

Redação Por Redação
03/09/2023 - 10:31 - atualizado em 08/09/2023 - 14:53
em Brasil
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Os municípios poderão ter acesso a mais de R$ 2 bilhões “abandonados”. O valor está em 4,7 milhões de contas bancárias de pessoas que já morreram e não teriam herdeiros. Nesses casos, a legislação permite que os valores sejam direcionados aos municípios onde essas pessoas moravam.

Entre tais recursos estão montantes não resgatados por meio do Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR), lançado pelo Banco Central (Bacen) em junho de 2022, com a estimativa de devolver R$ 8 bilhões aos brasileiros. O encaminhamento de herança jacente aos municípios é autorizado pelos artigos 1.819 a 1.823 do Código Civil e 1.142 a 1.158 do Código de Processo Civil.

A ideia, para evitar milhões de processos judiciais, é cada município ajuize uma ação judicial para a publicação de um edital de convocação de eventuais herdeiros, segundo o assessor jurídico da Abrasf, Ricardo Almeida. Se não aparecerem, em até um ano, os valores poderão ser declarados vacantes e transferidos para os cofres das prefeituras onde essas pessoas que morreram moravam.

De acordo com Ricardo Almeida, a associação fez uma reunião com representantes do Banco Central na segunda-feira passada para tratar do tema. “Foi uma reunião muito positiva. Todos têm interesse em resolver essa questão. Até porque os bancos não podem usar esse dinheiro e já houve duas tentativas de encontrar herdeiros dos titulares dessas contas”, diz.

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Para Almeida “não tem sentido esse dinheiro ficar parado nos bancos, se ele pode ser revertido em políticas públicas promovidas pelos municípios, na inexistência de herdeiros”. Ele acrescenta que o cruzamento dos dados requeridos ao Bacen pode resultar ainda na identificação de bens passíveis de apropriação em execuções fiscais.

Segundo o presidente da Abrasf, Rodrigo Fantinel, “a busca de fontes alternativas de receita é constante, visto que os municípios sofrem uma pressão muito forte por melhores serviços e os recursos têm sido, cada vez mais, centralizados na União”

Com informações da Valor Econômico.

 

Tags: #Dinheiro esquecido#Municípios
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