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PF diz que sites pró governo foram financiados com dinheiro público

Redação Por Redação
09/06/2021 - 21:31
em Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou nesta quarta-feira (9) o sigilo de novos documentos do inquérito sobre atos antidemocráticos.

A investigação indica que verbas do governo federal podem ter abastecido sites bolsonaristas responsáveis por desinformação, propagação de discurso de ódio e mensagens contra a estabilidade democrática.

A Polícia Federal afirma que é preciso aprofundar as investigações sobre o direcionamento de recursos da Secretaria de Comunicação Social do governo federal para financiar essas páginas.

O avanço das investigações, segundo a PF, permitiria avaliar se há conexão de autoridades com a atuação desses sites para atuar contra a democracia.

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Os investigadores querem apurar se o governo criou filtros ou bloqueios que evitassem que a propaganda do governo fosse veiculada e monetizasse canais que difundem ideias contrárias ao estado democrático de direito, permitindo com tal prática que ocorresse o repasse de recursos públicos.

A Polícia Federal queria saber se o repasse se deu por culpa ou por dolo, com a ação ou omissão deliberada de permitir a divulgação da publicidade do governo e a consequente monetização ao conteúdo propagado.

A PF chegou a apontar a suspeita de vínculo entre o blogueiro Allan dos Santos (na foto, com Bolsonaro), um dos alvos do inquérito, e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Weingarten, com os fatos investigados sobre direcionamento de recursos públicos e a monetização — o pagamento das páginas bolsonaristas para a divulgação de ideias antidemocráticas.

A investigação foi aberta em abril do ano passado depois de ataques ao Supremo, ao Congresso e a favor da reedição do AI-5, o ato mais duro da ditadura militar. Em um dos protestos, o presidente Bolsonaro chegou a discursar em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. Mas ele não foi investigado.

Cinco meses depois de ter recebido o material, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do inquérito para os investigados com foro privilegiado, sem que tivessem sido realizadas diligências pela procuradoria.

A PGR afirmou à TV Globo que recebeu o inquérito em fevereiro. Mas um documento mostra que o relatório parcial foi recebido pela procuradoria no mês anterior, dia 5 de janeiro.

Investigadores ouvidos pela TV Globo classificaram o pedido de arquivamento como prematuro porque ainda existem fatos a serem apurados, que podem atingir autoridades com foro.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, já determinou que a PGR preste esclarecimentos.

Ele não estipulou prazo, mas disse à TV Globo que espera a resposta no máximo até o início da semana que vem.

Fábio Wajngarten afirmou que não houve verba direcionada para nenhum site ou blog. A TV Globo não conseguiu contato com Allan dos Santos.

As informações são do G1.

Tags: #Bolsonarismo#PoliciaFederal
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