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Petistas e bolsonaristas criticam entrada de Dallagnol na política

Redação Por Redação
05/11/2021 - 23:02
em Brasil
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A decisão Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava-Jato em Curitiba, deixar o Ministério Público e seguir para a política conseguiu deixar de um lado só petistas e bolsonaristas, que usaram as redes sociais para criticar o procurador.

No Twitter, o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à Presidência pelo PT Fernando Haddad afirmou que Dallagnol na força-tarefa da operação tinha interesses políticos. O mesmo argumento foi usado pelo deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A tal força tarefa afinal era um partido político. Que surpresa”, ironizou Haddad, cujas postagens tiveram mais engajamentos entre quinta e sexta-feira, segundo a ferramenta de monitoramento do Núcleo Jornalismo.

Já Barros escreveu que, com a ida de Dallagnol para a política, “o que restava da credibilidade da Lava Jato foi pro ralo”. Em outra postagem, fez menção às mensagens que o procurador trocava como ex-juiz federal Sergio Moro e outros integrantes da Lava-Jato. Dallagnol deixou a força-tarefa logo após a divulgação das conversas pelo site The Intercept Brasil.

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“Não satisfeitos em combinar atos processuais no Telegram, agora vão disputar campanha juntos no mesmo partido. Já era política – só não vê quem não quer”, escreveu o deputado.

Deltan deixou a força-tarefa em setembro de 2020, logo após a divulgação das mensagens que tratavam a respeito de procedimentos da investigação, posicionamentos públicos e do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na quinta-feira, o procurador informou que pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF).

Embora não confirme que será candidato, sua filiação é aguardada pelo Podemos para que concorra a deputado federal pelo Paraná em 2022. A sigla é a mesma à qual Moro se filiará na semana que vem.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, ironizou de que não há surpresas na candidatura de Dallagnol e Moro. A deputada federal descreveu ambos como pessoas “que se esconderam atrás da toga e do MP pra fazer política e perseguir adversários políticos”. Lula foi preso no âmbito da operação Lava-Jato, mas reverteu suas condenações após Moro ser considerado suspeito de julgá-lo.

O assessor especial de Bolsonaro Tercio Arnaud Tomaz foi outro aliado do presidente que criticou Dallagnol. Ele compartilhou nas redes postagens a credibilidade do procurador e da Lava-Jato. Moro foi ministro da Justiça do atual mandatário, mas saiu brigado do governo após a tentativa de Bolsonaro interferir na Polícia Federal.

Entre as publicações compartilhadas por Tomaz, uma, feita por um empresário bolsonarista, também ironiza a ida de Dallagnol à política:

“Uau, quem poderia imaginar que o Dallagnol “entraria” para a política! Pelo menos agora o faz oficialmente e sem o aparato persecutório do Estado.”

O youtuber bolsonarista Kim Paim chegou a fazer menção ao ex-presidente petista para criticar a operação. “Finalmente parte da direita tá entendendo que a Lava-jato foi algo que não se resumiu a prender o Lula”, escreveu.

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos, aliado de Lula, também se posicionou:

“Moro e Dallagnol devem ser candidatos em 2022. Dia difícil pra turma que ficou anos tentando provar que a Lava Jato não tinha objetivos políticos”.

As informações são do Extra

 

Tags: #Bolsonarismo#Deltan Dallagnol#Petistas
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