A partir do dia 2 de março de 2026, jovens do sexo feminino passam a integrar oficialmente o Serviço Militar Inicial das Forças Armadas brasileiras. A incorporação acontece após o primeiro processo de alistamento feminino voluntário realizado em 2025, considerado um marco histórico na Defesa Nacional.
O estado do Rio de Janeiro liderou o número de inscrições em todo o país, registrando 7.320 mulheres alistadas. No total, 33.720 jovens brasileiras participaram voluntariamente do processo seletivo para ingresso no Exército, Marinha e Aeronáutica.
Entre as três forças, o Exército Brasileiro concentrou a maior quantidade de vagas disponíveis. Ao todo, 1.010 mulheres foram selecionadas para atuar em 14 cidades brasileiras. Somente no Rio de Janeiro, 159 candidatas foram aprovadas após etapas de inspeção de saúde, entrevistas e avaliações complementares.
Formação militar no Rio
As recrutas selecionadas no estado realizarão o período inicial de formação militar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, localizado no bairro do Maracanã, e também no 57º Batalhão de Infantaria Motorizado, na Vila Militar.
Após a incorporação, as novas soldados passam a cumprir o Serviço Militar Inicial com duração de 12 meses. Durante esse período, elas terão os mesmos direitos, deveres, remuneração e oportunidades oferecidos aos homens que já integram o serviço militar obrigatório.
Treinamento e áreas de atuação
A fase inicial da preparação militar é chamada de Instrução Individual Básica, com duração aproximada de 12 semanas. Nessa etapa, as jovens recebem treinamento físico, orientação disciplinar e formação técnica, além do desenvolvimento de valores como civismo, espírito de equipe e responsabilidade profissional.
Após o treinamento inicial, as militares poderão atuar em diferentes setores das Forças Armadas, incluindo logística, administração, tecnologia da informação, saúde, comunicações e operações militares.
Estrutura adaptada para receber mulheres
Para a chegada das novas integrantes, organizações militares em todo o país passaram por adaptações estruturais. Foram realizadas obras de adequação e construção de alojamentos, vestiários e banheiros femininos, garantindo condições adequadas de permanência, privacidade e segurança às recrutas.
Alistamento feminino no Brasil
A participação feminina no Serviço Militar Inicial tornou-se possível após decreto federal publicado em agosto de 2024, que instituiu oficialmente o alistamento voluntário para mulheres brasileiras ao completarem 18 anos.
Antes da medida, o ingresso feminino nas Forças Armadas ocorria apenas por meio de concursos específicos ou formação em escolas militares. A nova política amplia a presença das mulheres na Defesa Nacional e integra ações voltadas à inclusão, diversidade e valorização profissional dentro das instituições militares.
Nova incorporação prevista
O planejamento das Forças Armadas prevê uma segunda incorporação de recrutas femininas ainda em 2026, programada para o dia 3 de agosto, ampliando gradualmente o número de mulheres no serviço militar brasileiro.
A iniciativa representa uma mudança histórica no modelo de recrutamento nacional e aproxima o Brasil de práticas já adotadas por diversos países que contam com participação feminina direta no serviço militar inicial.
*Da Agência: Fonte Exclusiva
