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Mães que vivem a maternidade atípica solo enfrentam rotina intensa de cuidados, adaptações profissionais e desafios emocionais. História de Cristina Tannis revela a realidade dessas famílias.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Maternidade atípica solo impõe desafios diários e transforma rotina de mães brasileiras

Entre terapias, consultas e adaptações profissionais, mulheres que criam filhos com necessidades especiais sozinhas enfrentam sobrecarga emocional, financeira e social.

redacao Por redacao
08/05/2026 - 11:52
em Brasil
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A maternidade atípica solo tem se tornado uma realidade marcada por desafios constantes, exigindo das mães uma dedicação integral e uma profunda reorganização da vida pessoal e profissional.

Além dos cuidados tradicionais da criação dos filhos, essas mulheres precisam lidar com terapias, consultas médicas, acompanhamentos especializados e, muitas vezes, a ausência de uma rede de apoio estruturada.

Em Santos, no litoral de São Paulo, a trajetória de Cristina Tannis, de 47 anos, representa a experiência de muitas mães brasileiras que assumem sozinhas grande parte das responsabilidades familiares.

Formada em Direito e também tradutora, ela precisou interromper a carreira após o nascimento da filha mais velha, Isabela, hoje com 13 anos, diagnosticada com Síndrome de Down e submetida a uma cirurgia cardíaca ainda nos primeiros meses de vida.

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Com o passar dos anos, a rotina familiar ganhou novas demandas. Miguel, de 11 anos, e Manuela, de 9, também necessitam de acompanhamentos específicos, ampliando a necessidade de organização e dedicação diária.

Para conseguir conciliar os cuidados com os filhos e garantir uma fonte de renda, Cristina buscou alternativas mais flexíveis de trabalho.

A produção de brinquedos educativos e a costura criativa começaram como ferramentas de estímulo ao desenvolvimento da filha, mas acabaram se transformando em atividade profissional.

Segundo ela, a mudança de vida aconteceu de forma gradual. “Quando a Bella nasceu eu era advogada. Precisei parar o escritório por causa do pré-operatório e do pós-operatório dela. Depois comecei a trabalhar com artesanato e percebi que aquilo também poderia ajudar outras pessoas”, contou.

A rotina intensa conta com o suporte da mãe de Cristina, de 72 anos, que auxilia principalmente no transporte das crianças para terapias, consultas e compromissos médicos. Ainda assim, a maior parte das responsabilidades permanece concentrada nela.

Especialistas alertam que a maternidade atípica solo costuma provocar sobrecarga física e emocional.

A psicanalista Marina Codo explica que, mesmo quando existe apoio familiar, o desgaste mental permanece elevado diante do grande volume de decisões e cuidados diários.

Entre laudos médicos, tratamentos, terapias e preocupações constantes com o desenvolvimento dos filhos, muitas mães relatam sensação de exaustão permanente e dificuldades para manter a própria vida profissional e emocional equilibrada.

Apesar das dificuldades, Cristina afirma que aprendeu a reconhecer a própria força diante dos desafios. “Tem momentos em que o cansaço é muito grande, mas com o tempo a gente percebe o quanto é capaz de enfrentar tudo isso”, declarou.

Especialistas em direitos das mulheres também defendem maior atenção do poder público para famílias que vivem essa realidade.

Para eles, além da ausência paterna em muitos casos, faltam políticas públicas mais efetivas, suporte psicológico acessível e medidas que garantam melhores condições de trabalho e acolhimento para mães atípicas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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