Lula aponta Tarcísio como adversário em 2026 e cobra lealdade de ministros do Centrão

Em reunião ministerial, presidente criticou federação PP-União Brasil e afirmou que governador de SP será o candidato da oposição, elegendo Alckmin como vice na chapa petista.

Presidente Lula definiu o governador Tarcísio de Freitas como seu principal oponente na eleição de 2026 e exigiu fidelidade de aliados, criticando postura de partidos do Centrão. Leia mais.

Lula e Tarcísio durante evento no litoral de São Paulo (Ricardo Stuckert - PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em reunião ministerial nesta terça-feira (26), que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será seu principal adversário na disputa presidencial de 2026. Esta foi a primeira vez que Lula reconheceu publicamente a provável candidatura do ex-ministro de Bolsonaro, sinalizando uma mudança na estratégia política do Palácio do Planalto.

Durante o encontro, Lula também cobrou lealdade dos ministros ligados ao Centrão, criticou a nova federação PP-União Brasil e reafirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como seu companheiro de chapa na busca pela reeleição.

Críticas ao Centrão e Defesa da Lealdade

A portas fechadas, Lula demonstrou irritação com a postura de aliados. O presidente disse ter ficado indignado ao ver o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, falando mal dele publicamente durante a cerimônia de anúncio da federação partidária, sem que nenhum ministro presente o defendesse. Lula admitiu não gostar de Rueda e avaliou que o senador Ciro Nogueira (PP), outro líder do Centrão, age para desgastar o governo com o objetivo de se tornar vice na chapa de Tarcísio.

O presidente foi claro ao cobrar fidelidade: afirmou que quem não se sentir confortável em sua equipe deve deixar o governo, esperando neutralidade daqueles que não estiverem com ele no primeiro turno de 2026, mas contando com todos no segundo.

A Nova Dinâmica Eleitoral

A menção a Tarcísio como adversário direto marca uma guinada na análise política de Lula. Até recentemente, ele e aliados como Alckmin consideravam improvável que o governador abrisse mão de uma reeleição tranquila em São Paulo. Agora, o petista avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não terá alternativa a não ser apostar no aliado paulista.

O incômodo com Tarcísio tem crescido no Planalto, especialmente após críticas do governador, que disse que o Brasil não precisa mais de uma “mentalidade atrasada” e está há “40 anos discutindo a mesma pessoa”. A disputa pela paternidade de obras como o túnel Santos-Guarujá, fruto de parceria federal mas divulgado como conquista exclusiva do estado, também alimenta o atrito.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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