A Operação Lei Seca registrou 281 casos de alcoolemia durante fiscalizações realizadas em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro entre sexta-feira (28) e domingo (30) de agosto. Ao todo, 1.972 condutores foram abordados em 24 ações.
As equipes aplicaram 894 multas no período. Do total de motoristas fiscalizados, 14,25% apresentaram registro de alcoolemia, índice que chama atenção para a presença de condutores que ainda insistem em misturar bebida e direção.
Macaé aparece entre os principais destaques da fiscalização. No município do Norte Fluminense, 39 dos 137 motoristas abordados tiveram resultado positivo para álcool. O percentual chegou a 28,47%, o maior entre os municípios destacados no levantamento divulgado sobre a operação.
O índice de Macaé ficou acima dos registrados em Paraíba do Sul, que teve 30 casos entre 111 condutores, equivalente a 27,01%, e Nova Iguaçu, onde 17 dos 68 motoristas abordados apresentaram alcoolemia, percentual de 25%.
Itaperuna registra 53 casos
No Noroeste Fluminense, Itaperuna também teve números expressivos. As fiscalizações realizadas nos dias 28 e 30 de agosto abordaram 294 motoristas e identificaram 53 casos de alcoolemia. O resultado representa 18,03% dos condutores fiscalizados na cidade.
Em números absolutos, Itaperuna ficou atrás apenas da capital entre os municípios detalhados no levantamento. Na cidade do Rio de Janeiro, foram registrados 78 casos entre 747 motoristas abordados, índice de 10,45%.
Outras cidades também receberam as equipes. Duque de Caxias contabilizou 11 casos entre 75 condutores, enquanto Niterói registrou 13 entre 105. Em Paracambi, foram seis ocorrências em 86 abordagens, e Rio Bonito teve cinco casos entre 87 motoristas fiscalizados.
Fiscalização busca reduzir acidentes
A Operação Lei Seca realiza blitzes em diferentes regiões do estado com foco na prevenção de acidentes e no combate à combinação entre álcool e direção. As equipes também verificam documentação e outras irregularidades previstas na legislação de trânsito.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob influência de álcool é uma infração gravíssima. A penalidade inclui multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A recusa do motorista em realizar os procedimentos destinados à verificação de alcoolemia também pode levar às mesmas sanções administrativas.
Quando são constatadas as condições previstas no artigo 306 do CTB para caracterização de crime de trânsito, o motorista pode ser encaminhado à Polícia Civil. A regulamentação do Contran prevê, entre os critérios, resultado igual ou superior a 0,34 mg/L no teste do etilômetro, considerando a margem técnica do aparelho.
Os resultados do último fim de semana de agosto reforçam a preocupação com a alcoolemia ao volante, especialmente no interior do estado. Em Macaé, quase três em cada dez motoristas abordados apresentaram resultado positivo, enquanto Itaperuna acumulou 53 registros em dois dias de fiscalização.
*Da Agência Fonte Exclusiva
