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Volkswagen foi condenada a pagar R$ 165 milhões por explorar trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no Pará nas décadas de 70 e 80. Procurador classifica sentença como histórica e imprescritível.

(Divulgação)

Justiça condena Volkswagen a pagar R$ 165 mi por trabalho escravo em fazenda nos anos 70

Procurador Rafael Garcia classifica decisão como "histórica" e destaca que crime de trabalho análogo à escravidão é imprescritível. Montadora anunciou que irá recorrer.

Redação Por Redação
30/08/2025 - 16:57
em Brasil
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A condenação da Volkswagen por exploração de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no Pará durante as décadas de 1970 e 1980 foi classificada como “histórica” pelo procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Rafael Garcia, responsável pela ação. A sentença da Justiça do Trabalho no Pará condenou a montadora a pagar R$ 165 milhões por danos morais coletivos.

A ação civil pública, movida pelo MPT, detalhou as condições degradantes impostas a centenas de trabalhadores na Fazenda Vale do Rio Cristalino, também conhecida como Fazenda Volkswagen, entre 1974 e 1986. De acordo com as denúncias, os empregados eram submetidos a vigilância armada, alojamentos precários, alimentação insuficiente, servidão por dívida e falta de assistência médica.

O procurador Garcia destacou que a sentença estabelece um preced crucial ao entender que crimes dessa natureza são imprescritíveis. “Essa sentença demonstra, de forma cabal, que a exploração do trabalho escravo é uma conduta imprescritível”, afirmou. Ele também lembrou a conivência do Estado brasileiro durante a ditadura militar, período em que o empreendimento foi financiado com recursos públicos da Sudam.

Além da indenização, que será destinada ao Funtrad/PA (Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno), a condenação inclui a obrigação da Volkswagen de reconhecer publicamente sua responsabilidade e pedir desculpas formalmente aos trabalhadores e à sociedade.

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Em nota, a Volkswagen informou que irá recorrer da decisão, reafirmando seu “compromisso inabalável com a responsabilidade social” e seu legado de 72 anos no país. A empresa já havia admitido, em 2017, que funcionários colaboraram com o regime militar, permitindo prisões e perseguições políticas dentro de suas unidades.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #DireitosHumanos#História#JusticaDoTrabalho#MPT#TrabalhoEscravo#Volkswagen
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