O atendimento prestado às mulheres nos primeiros momentos após uma situação de violência será o foco de uma mobilização nacional nesta quarta-feira (2).
Profissionais de diferentes forças de segurança participarão de uma capacitação voltada à abordagem, proteção e encaminhamento das vítimas.
A formação será realizada simultaneamente nas 27 capitais e transmitida para outros 80 municípios. Mais de 7 mil profissionais já estavam inscritos até o início desta semana.
Participam policiais civis, militares e penais, bombeiros, guardas municipais, peritos e gestores ligados à segurança pública. A proposta é qualificar principalmente o primeiro contato da vítima com os agentes públicos, evitando abordagens inadequadas e ampliando o acolhimento.
Nos últimos três anos, cerca de 2 mil profissionais já participaram de iniciativas semelhantes promovidas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Novo protocolo para delegacias
A capacitação faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Mulheres.
Entre as ações está a criação de um grupo de trabalho responsável por elaborar um protocolo nacional para o atendimento de mulheres vítimas de violência sexual nas delegacias de Polícia Civil.
O objetivo é estabelecer procedimentos comuns em todo o país e melhorar a integração entre segurança pública, saúde e demais serviços da rede de proteção.
Outra medida estabelece critérios para avaliação dos planos apresentados pelos estados e pelo Distrito Federal no enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa também pretende dar mais transparência e agilidade à destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para essas políticas.
Casos de feminicídio caíram 3,2%
Dados divulgados pelo governo apontam redução no número de feminicídios nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, 848 mulheres foram vítimas desse tipo de crime, contra 876 registros no mesmo período do ano passado.
A queda foi de 3,2%. Apesar da redução, os números continuam elevados e reforçam a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e atendimento especializado às mulheres.
*Da Agência Fonte Exclusiva
