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Ex-diretor-geral da ANP diz que gasolina deve sofrer forte alta após eleições

David Zylbersztajn cita depreciação do real frente ao dólar e critica redução “artificial” do preço do combustível

Redação Por Redação
24/07/2022 - 00:00
em Brasil
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Na avaliação do ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) David Zylbersztajn, o preço do combustível deve sofrer forte alta após as eleições, com o realinhamento ao mercado internacional. Em entrevista à CNN, neste sábado (23), o ex-diretor afirmou que parece haver uma ordem na Petrobras de não mexer nos preços até o pleito.

Zylbersztajn criticou a redução dos preços dos combustíveis para o consumidor no país. Ele classificou o movimento do governo para baixar os preços como “artificial”. “O fato da gente estar mais barato significa que, se a gente precisar importar, alguém precisará pagar essa diferença. Se não for o consumidor, ou vai ser a Petrobras ou o governo”, pontua.

Para ele, é possível que “depois das eleições, a gente tenha um realinhamento forte dos preços dos combustíveis, dependendo de como se comportar o mercado internacional”, disse.

O ex-diretor citou que dois movimentos impactaram o preço dos combustíveis nas últimas semanas. O primeiro foi a queda do preço do petróleo. O brent chegou a ficar abaixo dos US$ 100. Por outro lado, a recente depreciação do real frente ao dólar puxa os preços para cima.

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“Esse embate entre queda do petróleo e depreciação do real é que vai determinar se tem que aumentar, diminuir ou deixar estável. A minha impressão é que a valorização do dólar foi mais expressiva do que o preço do barril”, afirma o ex-diretor da ANP.

Para ele, ao invés de uma solução artificial, o governo poderia encontrar uma saída que, estruturalmente, resolva o problema. Zylbersztajn também reprovou a redução do ICMS nos estados.

“Você não pode, de uma maneira brusca como foi feita, cortar receita dos estados. Inclusive, choca a passividade da maioria dos governadores”, diz. Segundo o ex-diretor da ANP, caso houvesse uma redução no imposto, deveria ocorrer “no bojo de uma reforma tributária maior, de uma forma organizada, com estratégia e com prazo de implementação”.

“O impacto disso com a redução da receita dos estados vai ser na hora que faltar merenda escolar, faltar investimento na segurança pública, faltar investimento para consertar equipamentos em hospitais, afirma Zylbersztajn.

As informações são da CNN.

Tags: #Combustíveis#Preço da Gasolina
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