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Nova variante no coronavírus no Brasil

magem microscópica mostra novo coronavírus infectando célula Foto: LMMV/IOC/Fiocruz, LVRS/IOC/Fiocruz e Nulam/Inmetro (1º.out.2020)

Estudo mostra que 80% dos pacientes têm disfunções cognitivas pós-covid

Redação Por Redação
10/02/2021 - 13:50
em Brasil
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O InCor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) analisou a relação entre a infecção pelo Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela covid-19, e disfunções cognitivas.

O estudo mostrou que 80% dos participantes tiveram perda de memória, dificuldade de concentração, problemas de compreensão ou confusão em algum nível.

A neuropsicóloga Lívia Stocco Sanches Valentin, que conduziu a pesquisa, explicou ao jornal O Estado de S. Paulo que o vírus invade as vias aéreas, causando dessaturação de oxigênio. Isso, segundo ela, pode afetar o sistema nervoso central.

Em uma 1ª fase do estudo, 185 pacientes foram monitorados de março a setembro de 2020. O resultado foi comparado com o de um grupo de controle. Lívia usou uma ferramenta criada por ela em 2010. O MentalPlus é um jogo digital que avalia disfunções neurológicas em pacientes com sequelas de anestesia geral profunda.

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“Como já usava o MentalPlus, abri mais um protocolo de pesquisa para avaliar as funções cognitivas na covid e vimos o estrago”, disse.

De acordo com a pesquisa, 62,7% dos participantes tiveram a memória de curto prazo afetada e 26,8% sofreram com alterações na memória a longo prazo. A percepção visual foi prejudicada em 92,4% dos voluntários.

“Quando a gente diz que são recuperados, os pacientes não entendem que é algo maior. Até fala que saiu ileso, mas não por completo, porque permanece o cansaço, a tosse, a dor de cabeça ou a questão cognitiva, mesmo que leve”, afirmou. “As pessoas não entendem que a disfunção cognitiva é o quadro mais grave que é deixado como sequela”.

Lívia afirmou que, em muitos casos, as pessoas não percebem que tiveram algum tipo de sequela. A perda de memória, por exemplo, é entendida por muitos como algo normal.

“A pessoa se confunde em tarefas simples e acaba justificando essas falhas com outras coisas do dia a dia: preocupações financeiras, muito tempo em quarentena, por não viajar”, afirmou a neuropsicóloga.

A pesquisa segue em andamento, com 430 pessoas. O InCor continua aceitando voluntários.

“Fomos incentivados a continuar para ajudar nessa questão de saúde pública, porque precisamos saber o que fazer no pós-covid. No Brasil e no mundo, é um estudo pioneiro pensando no pós-covid”, afirmou Lívia.

As informações são do Poder 360.

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