As redes de ensino brasileiras estão sendo orientadas a reforçar a preparação das escolas para enfrentar eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas, enchentes, secas, vendavais e incêndios.
A recomendação faz parte de uma nota técnica elaborada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden, em parceria com o Instituto Alana. O documento destaca a necessidade de incorporar a prevenção e a adaptação climática ao planejamento permanente da Educação.
Entre as principais medidas estão o mapeamento das escolas localizadas em áreas vulneráveis, a criação de protocolos de emergência, a capacitação das equipes, a realização de simulados e a integração entre Educação, Defesa Civil, Saúde, Bombeiros e Assistência Social.
A nota também recomenda melhorias na infraestrutura das unidades, como ventilação adequada, manutenção preventiva, ampliação de áreas verdes e ações para reduzir os impactos do calor e das chuvas.
Outro ponto considerado essencial é garantir a continuidade das aulas em situações de emergência. As redes devem planejar alternativas para períodos em que as atividades presenciais precisarem ser suspensas.
Os especialistas também recomendam que as escolas sejam utilizadas como abrigo para famílias atingidas por desastres apenas em situações excepcionais, evitando interrupções prolongadas do calendário escolar.
A preocupação aumenta diante da previsão de fortalecimento do El Niño, fenômeno que pode favorecer mudanças no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do país.
Para o Cemaden, a preparação antecipada pode reduzir danos, proteger estudantes e profissionais da educação e tornar as comunidades escolares mais preparadas para enfrentar eventos climáticos cada vez mais frequentes.
*Da Agência Fonte Exclusiva