O banqueiro Daniel Vorcaro permanece detido na penitenciária federal de segurança máxima em Brasília, após ser preso preventivamente pela segunda vez na semana passada.
Na sexta-feira (6), sua defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal que seja garantido o direito a visitas de advogados sem monitoramento de áudio ou vídeo.
Segundo os advogados, a administração da penitenciária condicionou as visitas a agendamento prévio, proibição de entrada de documentos e gravação das conversas.
A equipe jurídica argumenta que a comunicação reservada é essencial para assegurar o direito de defesa. Caso as solicitações não sejam atendidas, a defesa pediu a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional em Brasília.
As regras da Senappen determinam que em presídios federais as visitas ocorram em parlatórios separados por vidro ou por videoconferência previamente agendada, com monitoramento constante.
O preso é revistado ao sair do dormitório, algemado durante deslocamentos e acompanhado por ao menos dois agentes, sem acesso a comunicação externa.
Vorcaro foi preso preventivamente em São Paulo na quarta-feira (4) por ordem do ministro André Mendonça, após indícios de tentativa de interferência em investigações, incluindo mensagens com ameaças a jornalistas e pessoas contrárias aos interesses do empresário.
A Segunda Turma do STF deve iniciar o julgamento da prisão preventiva na próxima sexta-feira. A turma é composta pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso no dia 12 após acusações de relações com Vorcaro.
*Da Agência Fonte Exclusiva
