A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ligada à Anvisa, definiu o preço máximo de fábrica do Ozivy, medicamento à base de semaglutida produzido pela farmacêutica EMS. A embalagem com duas canetas aplicadoras teve teto aprovado em R$ 1.606,88, sem incluir o ICMS, imposto que varia conforme o estado.
O Ozivy foi aprovado pela Anvisa em maio e é o primeiro produto com semaglutida da EMS liberado no Brasil após o fim da patente do Ozempic, da Novo Nordisk. A Reuters informou que o registro foi concedido após a expiração da patente em março de 2026.
A semaglutida pertence à classe dos medicamentos GLP-1, usada no tratamento do diabetes tipo 2 e também associada à perda de peso em determinados casos, sempre com indicação e acompanhamento médico. O princípio ativo é o mesmo usado no Ozempic, mas o preço final de venda do Ozivy ainda será definido pela EMS.
Apesar do teto aprovado, a farmacêutica não é obrigada a vender o produto pelo valor máximo. Executivos da empresa afirmaram que a intenção é comercializar a caneta por cerca de 30% menos do que as principais opções disponíveis no mercado.
A definição do preço máximo é uma etapa necessária antes da chegada do medicamento às farmácias. No Brasil, a CMED regula os preços de medicamentos e estabelece limites que não podem ser ultrapassados pelas empresas.
Para chegar ao valor aprovado, foram usados como referência medicamentos com a mesma indicação terapêutica e posologia em bula, como Extensior e Ozempic, segundo informações divulgadas sobre o parecer regulatório.
Mesmo com a aprovação do preço, consumidores devem observar que o valor encontrado nas farmácias pode variar. Além do ICMS, entram na composição final fatores como política comercial, margem de distribuição e descontos aplicados por redes varejistas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
