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Brasileiros foram tratados como ‘animais’ com tese de ‘imunização de rebanho’, diz médico da Fiocruz

Redação Por Redação
11/06/2021 - 15:35
em Brasil
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Nesta sexta-feira (11), em seu depoimento à CPI da Covid, o médico sanitarista Claudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), criticou a tese da imunidade de rebanho adotada pelo governo e a coordenação do Plano Nacional de Imunização, segundo o G1.

Para Maierovitch o termo “imunidade de rebanho” se aplica a animais, e considera que foi justamente dessa forma que a população brasileira foi tratada diante da pandemia da COVID-19.

“[…] Rebanho se aplica a animais, e fomos tratados dessa forma. Acredito que a população brasileira tem sido tratada dessa forma ao se tentar produzir imunidade de rebanho às custas de vidas humanas. Infelizmente, o governo brasileiro se manteve na posição de produzir imunidade de rebanho, com esta conotação toda para nossa população, ao invés de adotar as medidas reconhecidas pela ciência para enfrentar essa crise”, disse o médico citado pela mídia.
De acordo com a teoria da imunidade de rebanho, o país superaria a pandemia por meio de um alto número de infectados, o que, em tese, deixaria grande parcela da população imunizada. Porém, segundo especialistas, essa estratégia não funciona para o enfrentamento do vírus. Muitas pessoas morreriam no processo e, além disso, quem já teve a doença poderia ser reinfectado.

“[…] Morreriam, provavelmente, os mais frágeis, desonerando a previdência, desonerando os serviços de saúde”, explicou Maierovitch.

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O médico também caracterizou o Plano Nacional de Imunização como um plano pífio, o qual, em sua concepção, pecou por não ter tido uma definição de critérios homogêneos para o país.

“O plano de imunização que tivemos é um plano pífio. É um plano que não entra nos detalhes necessários para um plano de imunização que deve existir no país.”
Maierovitch salientou que o fato de a condução do plano ter ficado pautado na coordenação de cada estado ou município, em um primeiro momento, pode ter parecido algo democrático, mas que na verdade, só ajudou a criar desigualdades.

“Não tivemos, por exemplo, critérios homogêneos definidos pelo Brasil inteiro, de forma que ficou a cargo de cada estado, cada município definir os seus próprios critérios, o que pode parecer democrático, um sistema descentralizado, mas frente a uma epidemia dessa natureza e com a escassez de recursos que temos isso deixa de ser democrático para induzir iniquidades”, completou.

As informações são do Sputnik Brasil.

Tags: #Fiocruz#Vacinação contra a Covid-19
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