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Bolsonaro perde seguidores nas redes sociais e passa a falar de vacina

Redação Por Redação
16/05/2021 - 17:11
em Brasil
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Instalada no fim do mês passado, a CPI da Covid no Senado coincidiu com dois movimentos nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e de parlamentares aliados. Desde 16 de abril, dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a instalação da comissão, houve 11 dias em que o presidente perdeu seguidores, segundo levantamento da consultoria Bites. Além disso, apoiadores de Bolsonaro passaram a usar a palavra vacina com mais frequência e deixaram de lado a expressão “tratamento precoce”.

Somando os dias de queda de seguidores com outros oito em que os números não mudaram significativamente, são 19 dias em que a popularidade do presidente não cresceu em Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. Segundo André Eler, diretor-adjunto da Bites, que monitora redes sociais, é o maior intervalo de estagnação na comunicação digital do governo desde o início do mandato.

Bolsonaro teve em 2020 apenas quatro quedas na base de seguidores, e só uma delas durou dois dias consecutivos. A pressão da CPI levou o vereador do Rio Carlos Bolsonaro a Brasília, onde passou duas semanas ajudando o gabinete presidencial a rever a estratégia de comunicação do governo, segundo mostrou O GLOBO.

— A mudança de narrativa do governo nas redes sobre a pandemia desarticulou o bolsonarismo. Ele ainda não encontrou um discurso para retomar a hegemonia no ambiente digital — diz Eler.

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Ainda segundo a Bites, Bolsonaro e seus filhos Flávio, Carlos, Eduardo e Renan vem usando mais o termo “vacina”, que, em abril, alcançou o pico de menções — 15% do total de publicações. Menções em defesa do que eles chamam de “tratamento precoce” para a Covid-19 caíram e se encontram próximas de 1% do total.

A Bites notou o mesmo padrão ao analisar todas as 89,4 mil publicações em redes sociais de 90 parlamentares defensores de Bolsonaro no Congresso. Esse grupo fez 266 menções a tratamento precoce em março e 126 no mês seguinte. Já as publicações referentes a vacinas se mantiveram num patamar mais alto: 2,2 mil citações em março e 1,9 mil em abril.

— O volume de menções a tratamento precoce, cloroquina, azitromicina, ivermectina ou “atendimento precoce” esteve em alta em março, mas cai com a proximidade da CPI e hoje é residual — diz Eler.

Outra semelhança entre os discursos de Bolsonaro e seus apoiadores reside nas críticas a governadores e medidas de restrição de circulação. Esse tipo de publicação cresceu em março e se manteve em patamar alto em abril, segundo a consultoria. O tom aumentou com a proximidade da CPI, com questionamentos sobre gestão dos recursos da saúde.

A CPI também levou a um “comportamento atípico” de apoiadores do presidente nos grupos de WhatsApp de defesa do governo, de acordo com o pesquisador da Universidade da Virgínia (EUA) David Nemer, que monitora 1.830 desses grupos. Ele diz que na medida em que Bolsonaro passa a ser o alvo dos ataques, ele usa mais tempo para se defender, o que provoca ruídos entre seus apoiadores.

— O interessante é que o WhatsApp bolsonarista prevalece no ataque (a desafetos do presidente). Como todos os convocados para depor na CPI estão na defensiva, eles (bolsonaristas) não sabem o que fazer sem linha de comando — diz Nemer.

Segundo ele, a ida de Bolsonaro a Alagoas na quinta-feira, onde ele atacou o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), chamando-o de “vagabundo”, reorquestrou os ataques nesses grupos. Também movimenta a base de seguidores a participação do presidente em manifestações de rua e o compartilhamento de vídeos de atos a favor de seu governo.

As informações são do Yahoo.

Tags: #Jair Bolsonaro#Vacinas
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