A Polícia Federal (PF) encontrou no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro um áudio em que ele afirma que a negociação para a retirada do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil está condicionada à aprovação de uma anistia para os condenados por atos golpistas. A gravação foi direcionada ao pastor Silas Malafaia.
A barganha no áudio
Na mensagem, Bolsonaro é categórico: “Se não começar votando a anistia, não tem negociação sobre tarifas”. Ele ainda minimiza esforços de outros políticos, como governadores, para resolver a questão diplomaticamente, afirmando que não conseguirão sucesso.
O ex-presidente também justifica sua não exposição pública sobre o tema: “Eu também não posso me expor… Resolveu a anistia, resolveu tudo. Não resolveu, já era”.
Contexto das investigações
O áudio foi descoberto durante as investigações que culminaram no indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. As apurações focam na atuação de Eduardo nos EUA para mobilizar o governo Trump a adotar medidas de retaliação—como o tarifaço de 50% e sanções ao ministro Alexandre de Moraes—para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Outros achados da PF
A investigação também revelou outros pontos graves:
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Transferência Financeira: A PF apontou que Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para Michelle Bolsonaro um dia antes de depor sobre o caso, valor que se soma a outros R$ 2 milhões enviados para custear a estadia de Eduardo nos EUA.
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Pedido de Asilo: Foi localizado no celular um rascunho de 33 páginas de um pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei. O documento, sem data ou assinatura, foi salvo no aparelho no início de 2024.
Desdobramentos
Como desdobramento direto das investigações, o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, citado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como “orientador e auxiliar das ações de coação”. O pastor teve seu celular apreendido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Da Agência Fonte Exclusiva.
