Pacientes com uma forma agressiva de linfoma não Hodgkin passam a contar com uma nova alternativa terapêutica autorizada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Columvi, medicamento biológico à base de glofitamabe.
A indicação contempla adultos diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B não especificado, quando a doença reaparece após o tratamento ou deixa de responder às terapias utilizadas. O medicamento será administrado em combinação com gencitabina e oxaliplatina em pacientes que não podem realizar o transplante autólogo de células-tronco.
O linfoma difuso de grandes células B é considerado o subtipo mais frequente entre os linfomas não Hodgkin de evolução agressiva. A doença afeta células do sistema linfático responsáveis pela defesa do organismo e pode apresentar progressão rápida, exigindo tratamento especializado.
O Columvi pertence à categoria dos anticorpos monoclonais biespecíficos. Seu mecanismo permite a ligação simultânea ao CD20, encontrado nas células B tumorais, e ao CD3, presente nas células T do sistema imunológico.
Essa aproximação ativa as células de defesa e direciona a resposta do organismo contra as células cancerígenas. Segundo a Anvisa, a tecnologia representa uma inovação relevante na oncologia hematológica e amplia as possibilidades para pacientes com opções terapêuticas limitadas.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 2.831 de 2026. O registro sanitário permite o uso do produto nas condições aprovadas, mas não representa sua inclusão automática no Sistema Único de Saúde.
Para ser disponibilizado pelo SUS, o medicamento ainda precisa passar por uma avaliação específica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, a Conitec, que analisa fatores como eficácia, segurança, custo e impacto orçamentário.
*Da Agência Fonte Exclusiva