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Caso Marielle: 2 mil dias depois, investigadores trabalham com possibilidade de novas delações

Homenagem à vereadora Marielle Franco no bairro de Pinheiros, em São Paulo Reprodução

Caso Marielle Franco: Justiça espera por novas delações

Redação Por Redação
04/09/2023 - 09:48 - atualizado em 08/09/2023 - 16:45
em Brasil
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A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) completa dois mil dias nesta segunda (04) com a expectativa de novas colaborações premiadas e por um julgamento do Supremo Tribunal Federal que pode determinar a entrega de novas provas às equipes do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Federal que ainda tentam uma solução para o crime.

O principal foco dos investigadores é descobrir se houve um intermediário entre os dois ex-policiais militares presos pelo crime, e os supostos mandantes.

Para isso, a colaboração premiada fechada pelo ex-policial militar Élcio Queiroz neste ano deu uma nova perspectiva aos investigadores. Ele admitiu que dirigiu o carro em que o ex-PM Ronnie Lessa estava quando fez os disparos que mataram Marielle e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

A delação de Élcio Queiroz surpreendeu a equipe de Ronnie Lessa, e houve discussão sobre a possibilidade de uma troca em sua equipe de defesa.

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Com base em um dos anexos da delação, a Polícia Federal conseguiu em julho a prisão do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, que participou da ocultação das armas usadas no crime. De julho para cá, a estratégia dos investigadores tem sido pressionar Corrêa, visto como um colaborador em potencial.

A pressão se dá com o avanço de investigações que envolvem os negócios do ex-bombeiro. A esposa dele chegou a ser alvo de uma busca e apreensão.

Na semana passada, um policial militar foi preso por, segundo os investigadores, ocupar o lugar de Maxwell na organização criminosa que explora serviços clandestinos de TV no Rio de Janeiro.

Julgamento no STF

Os investigadores ainda aguardam um conjunto de dados do Google que podem ajudar a concluir a apuração sobre quem se comunicou sobre a agenda de Marielle Franco em março de 2018. O caso está no Supremo Tribunal Federal, sobre relatoria da ministra Rosa Weber – que se aposenta no mês que vem.

O Ministério Público conseguiu uma série de decisões favoráveis para ter acesso aos identificadores de pessoas que buscaram o nome e a agenda da vereadora Marielle Franco (PSOL) dias antes de sua morte, em 2018.

O Google recorreu ao STF e ainda não há data para o julgamento, que terá repercussão geral, ou seja, vai balizar outras decisões sobre o tema. A empresa entende que este é um precedente perigoso, que viola o sigilo de uso do buscador.

Com informações da CNN.

Tags: #Marielle Franco
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