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Home Economia
Dólar fecha a R$ 5,446 após alta semanal de 9,15%, enquanto Ibovespa acumula queda de 18,12% e registra pior semana desde 2020.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Dólar dispara 9% na semana e Ibovespa registra maior queda desde 2020

Moeda norte-americana fechou outubro cotada a R$ 5,446, enquanto a Bolsa brasileira acumulou perda de 18,12% em cinco pregões, em meio a incertezas políticas e turbulências internacionais.

redacao Por redacao
30/10/2026 - 21:27
em Economia
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O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com uma disparada do dólar e uma sequência de perdas na Bolsa de Valores. Na sexta-feira (30), a moeda norte-americana voltou a subir, enquanto o Ibovespa registrou a quinta queda consecutiva. O movimento refletiu a cautela dos investidores diante das incertezas sobre a economia nacional e da instabilidade nos mercados internacionais.

O dólar comercial avançou 1,09% no último pregão do mês e terminou cotado a R$ 5,446. Durante as negociações, chegou a atingir R$ 5,463. Já o Ibovespa recuou 0,75%, encerrando o dia aos 167.921,80 pontos.

O resultado da semana chamou ainda mais atenção: a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15%, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira perdeu 18,12%. Foram os movimentos mais intensos para os dois indicadores desde períodos marcados por grandes turbulências financeiras: outubro de 2008, no caso do dólar, e março de 2020, para o Ibovespa.

Dólar alcança maior fechamento do ano

A cotação da moeda norte-americana chegou a R$ 5,463 por volta das 16h de sexta-feira, mas perdeu parte da força antes do encerramento das operações. Mesmo assim, terminou o dia em R$ 5,446, maior valor de fechamento registrado em 2026.

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No acumulado de outubro, o dólar apresentou alta de 5,27%. Desde o início do ano, a valorização chegou a 0,81%.

Um dos fatores que influenciaram as negociações no começo do pregão foi a formação da Ptax de fim de mês. Calculada pelo Banco Central, a taxa funciona como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.

O cenário político também entrou no radar dos investidores. Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado passou a avaliar as perspectivas para a equipe econômica do próximo governo e as medidas que poderão ser adotadas para controlar as contas públicas.

A proximidade do feriado de Finados, na segunda-feira (2), também contribuiu para a busca por proteção cambial. Com a interrupção das negociações durante o feriado, investidores ajustaram suas posições diante do período prolongado sem operações no mercado brasileiro.

Bolsa acumula cinco pregões de perdas

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com 167.921,80 pontos, após recuar 0,75%. A desvalorização marcou o quinto pregão consecutivo de queda e contribuiu para um dos piores resultados semanais dos últimos anos.

Entre os dias 26 e 30 de outubro, o índice perdeu 18,12%. A última vez que o indicador havia registrado uma retração semanal dessa dimensão foi em março de 2020, quando a pandemia de covid-19 provocou fortes turbulências nos mercados financeiros.

O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa acumulou queda de 9,88%, a maior desde junho de 2022, quando a desvalorização havia alcançado 11,5%.

A reação do mercado ao resultado eleitoral intensificou a pressão sobre as ações brasileiras. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, a queda do índice chegou a provocar o acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando são atingidos determinados limites de desvalorização.

A saída de recursos estrangeiros também contribuiu para o movimento. Dados da B3 indicaram que investidores internacionais retiraram quase R$ 7,6 bilhões líquidos do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Ações de tecnologia pressionam bolsas internacionais

A instabilidade não ficou restrita ao Brasil. Nos Estados Unidos, investidores demonstraram preocupação com a desvalorização de grandes empresas de tecnologia e com os elevados investimentos destinados ao desenvolvimento de inteligência artificial.

Nesse cenário, o índice S&P 500 terminou a sexta-feira com queda de 1,82%, refletindo a cautela em relação ao desempenho das companhias do setor e às perspectivas da economia global.

No mercado internacional de câmbio, o índice do dólar, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis divisas importantes, registrava leve alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.

Confira o balanço dos mercados

Indicador Resultado
Dólar comercial no fechamento R$ 5,446
Variação diária do dólar +1,09%
Máxima do dólar no dia R$ 5,463
Alta do dólar na semana +9,15%
Alta do dólar em outubro +5,27%
Ibovespa no fechamento 167.921,80 pontos
Variação diária do Ibovespa -0,75%
Queda do Ibovespa na semana -18,12%
Queda do Ibovespa em outubro -9,88%
S&P 500 na sexta-feira -1,82%

O encerramento do mês deixou investidores diante de um cenário de maior volatilidade, tanto no Brasil quanto no exterior. A evolução das expectativas sobre a política econômica nacional, a movimentação dos recursos estrangeiros e o desempenho das empresas de tecnologia devem continuar entre os fatores observados pelo mercado.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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