A possibilidade de Flávio Bolsonaro ter deixado o Brasil provocou surpresa entre aliados políticos do senador. Rogério Marinho (PL-RN), que atuou na coordenação da campanha presidencial do parlamentar, afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde ele está.
Segundo Marinho, os dois conversaram na segunda-feira sobre o papel que Flávio deveria assumir na oposição após as eleições. A expectativa, de acordo com o senador potiguar, era que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro liderasse a articulação política do grupo nos próximos anos.
“Estamos surpresos. Ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, para que façamos a nossa parte, já que fomos mandatados por uma parte expressiva da população brasileira. Então, claro, ficamos surpresos e nós não temos, ainda, notícias de seu paradeiro”, declarou.
A manifestação evidencia a falta de informações sobre o paradeiro do senador entre integrantes de seu próprio grupo político, em meio à repercussão de relatos sobre uma possível viagem internacional.
Marinho desconhece eventual apoio dos Estados Unidos
Além de afirmar que não sabe onde Flávio Bolsonaro está, Rogério Marinho declarou não ter informações sobre um possível apoio do governo dos Estados Unidos ao parlamentar.
Relatos publicados nas redes sociais e divulgados por veículos de comunicação apontaram que Flávio teria chegado ao território norte-americano. Até que haja confirmação oficial, porém, é necessário tratar as informações sobre o deslocamento e suas circunstâncias com cautela.
Também não há, nas declarações de Marinho apresentadas no material, confirmação de que autoridades norte-americanas tenham participado ou apoiado uma eventual viagem do senador.
Senador questiona investigação envolvendo Flávio
Rogério Marinho também levantou questionamentos sobre a condução do inquérito que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
O senador chamou atenção para o momento em que a Polícia Federal teria solicitado a entrega dos passaportes de Flávio. Segundo Marinho, o pedido teria ocorrido poucos minutos depois da proclamação do resultado eleitoral.
A declaração acrescentou um novo ponto de tensão à repercussão política do caso, que reúne dúvidas sobre a situação judicial do senador e informações ainda não esclarecidas a respeito de seu paradeiro.
A confirmação de eventuais determinações judiciais, da situação dos passaportes e das circunstâncias de uma possível viagem depende de informações oficiais das autoridades competentes.
*Da Agência Fonte Exclusiva
