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Pesquisa aponta que 67% dos brasileiros consideram a escala 6x1 prejudicial à saúde mental; proposta para ampliar os dias de descanso avança no Senado.

Imagem: Reprodução/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pesquisa aponta que 67% dos brasileiros veem escala 6×1 como prejudicial à saúde mental

Levantamento mostra impactos da jornada sobre descanso, convivência familiar e hábitos saudáveis enquanto PEC que prevê dois dias de folga avança no Senado.

redacao Por redacao
02/09/2026 - 20:29
em Política
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A escala de trabalho 6×1, em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de atividades para ter apenas um dia de folga, é considerada prejudicial à saúde mental por 67% dos brasileiros. O resultado aparece em uma pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a QuestionPro e divulgada nesta terça-feira (2).

O levantamento foi publicado em um momento em que o Congresso Nacional discute mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Além dos impactos psicológicos, a pesquisa mostra que a rotina também é vista como negativa para a saúde física: 62% dos entrevistados afirmaram perceber prejuízos nesse aspecto.

A pesquisa foi realizada entre 2 e 8 de junho e contou com a participação de 1.030 brasileiros de diferentes regiões do país.

Jornada afeta descanso e convivência familiar

A falta de tempo para atividades fora do trabalho aparece entre os principais problemas apontados pelos participantes.

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Para 69% dos entrevistados, trabalhar seis dias seguidos prejudica a convivência com a família. Outros 61% afirmaram que a escala compromete o sono e o tempo disponível para descansar.

A manutenção de hábitos saudáveis também é apontada como uma dificuldade. Segundo o levantamento, 71% dos participantes consideram que a jornada atrapalha a adoção de uma rotina mais saudável.

O descanso também aparece como um dos pontos mais afetados. Para 78% dos entrevistados, é difícil recuperar as energias depois de uma sequência de seis dias de trabalho.

Esse desgaste se reflete na percepção de cansaço. O levantamento mostra que 83% dos brasileiros têm a sensação de que estão ficando cada vez mais cansados.

Trabalhadores dizem abrir mão de lazer e saúde

Entre as pessoas que trabalham no regime 6×1, 85% afirmam que precisam abrir mão de aspectos ligados à saúde e ao lazer para garantir a renda.

A percepção é ainda mais forte entre as mulheres. Nesse grupo, o índice chega a 89%, indicando uma dificuldade maior para conciliar as exigências profissionais com o descanso e a vida pessoal.

Na avaliação de Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os números mostram que a discussão sobre a jornada não deve considerar apenas o tempo passado no trabalho.

O debate, segundo ele, também envolve quanto tempo sobra para a convivência familiar, os cuidados pessoais, o descanso e as relações sociais.

PEC prevê dois dias de folga por semana

A pesquisa foi divulgada enquanto a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 avança no Congresso.

Nesta quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a proposta, que prevê mudanças na organização da jornada de trabalho.

O texto estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A mudança seria implantada de forma gradual, com uma transição de 14 meses, sem redução dos salários.

A proposta ainda precisa passar pelo plenário do Senado, onde será analisada em dois turnos de votação.

Mudança na jornada gera debate econômico

Apesar do apoio à redução da jornada entre trabalhadores e setores que defendem o fim da escala 6×1, os possíveis efeitos econômicos da medida continuam dividindo opiniões.

Uma das principais discussões envolve os impactos que uma jornada menor poderia provocar nos custos das empresas, no nível de emprego, nos preços e na inflação.

Defensores da mudança argumentam que mais tempo de descanso pode melhorar a qualidade de vida, reduzir o desgaste dos trabalhadores e até contribuir para ganhos de produtividade.

Já os críticos apontam que a redução da jornada pode aumentar os custos de produção e pressionar empresas, especialmente aquelas que dependem de funcionamento contínuo.

O debate deve continuar no Senado à medida que a PEC avance para as próximas etapas de votação.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #40Horas#CCJ#CongressoNacional#DireitosTrabalhistas#Empregos#Escala6x1#FimDaEscala6x1#JornadaDeTrabalho#MercadoDeTrabalho#PEC221#QualidadeDeVida#SaúdeDoTrabalhador#SaúdeMental#SenadoFederal#Trabalho
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