O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Canal VIU

Seis em cada dez brasileiros já gritaram com uma criança, aponta pesquisa

Levantamento realizado com mais de 2,2 mil pessoas revela distância entre a defesa do diálogo e as práticas adotadas dentro de casa.

redacao Por redacao
20/07/2026 - 08:31
em Canal VIU
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

Apesar de o diálogo ser apontado como o melhor caminho para orientar crianças, práticas como gritos, ameaças e agressões físicas ainda fazem parte da rotina de muitas famílias brasileiras. É o que mostra uma pesquisa nacional sobre atitudes e percepções relacionadas à infância e à violência contra crianças e adolescentes.

O levantamento foi realizado pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável, ligado à Fundação José Luiz Setúbal, em parceria com a Quaest. Foram entrevistadas presencialmente 2.202 pessoas com 18 anos ou mais, entre 29 de maio e 7 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Diálogo aparece como ideal, mas não domina a prática

A pesquisa identificou um contraste entre aquilo que os brasileiros consideram adequado e a maneira como parte deles reage diante de situações de desobediência ou conflito.

Segundo o estudo, 91% consideram ideal conversar com a criança e explicar o erro. Na prática, 93% afirmaram já ter adotado essa forma de orientação pelo menos uma vez. Os dados, entretanto, mostram que o diálogo convive com medidas mais duras.

Leia Também

STF pode reabrir disputa pelo governo do Rio e levar eleição ao segundo turno

Operação Unha e Carne prende deputado eleito e policiais civis no Rio; investigação aponta movimentação de R$ 7,6 bilhões

Entre os entrevistados, 62% reconheceram que já gritaram com uma criança — 54% algumas vezes e 8% frequentemente. Outros 49% admitiram ter dado tapas com a mão, enquanto 39% disseram já ter ameaçado bater. O uso de objetos, como chinelos ou outros utensílios, foi relatado por 27% dos participantes.

O estudo também constatou que 48% dos brasileiros já aplicaram castigos para restringir momentos de lazer. Além disso, 22% disseram ter beliscado o braço ou puxado a orelha de uma criança, e 18% reconheceram já ter xingado ou ofendido.

Palmada ainda encontra aceitação

Embora a maioria rejeite agressões mais graves, a palmada continua sendo considerada aceitável por uma parcela expressiva da população. O relatório destaca que aproximadamente metade dos entrevistados admite o tapa como forma de correção e também reconhece já ter recorrido à prática.

Quando questionados sobre diferentes formas de tratamento, 51% classificaram o tapa com a mão como inaceitável. Outros 28% disseram considerá-lo aceitável, embora não ideal, enquanto 20% avaliaram a prática como ideal e aceitável.

Em relação aos gritos, 62% afirmaram que a atitude não é aceitável. Mesmo assim, o número de pessoas que admitiu ter gritado com uma criança também chegou a 62%, evidenciando a diferença entre o comportamento considerado correto e aquele adotado em momentos de estresse.

Maioria não interviria em agressão pública

A omissão diante de situações presenciadas em locais públicos também chamou a atenção dos pesquisadores. Ao serem perguntados sobre o que fariam ao ver uma pessoa dando palmadas ou puxões de orelha em uma criança na rua, 32% responderam que não tomariam nenhuma providência porque “cada um sabe da própria vida”.

Outros 30% disseram que gostariam de intervir, mas ficariam constrangidos. Somados, os dois grupos representam 62% dos participantes que, apesar de reprovarem determinadas agressões, provavelmente não agiriam para interrompê-las.

Apenas 21% afirmaram que abordariam diretamente o responsável, enquanto 15% chamariam a atenção de outras pessoas ou acionariam a polícia. Em 2023, o percentual de entrevistados que não tomaria nenhuma medida diante de uma situação semelhante era de 64%.

Violência pode ser reproduzida entre gerações

O levantamento também analisou a relação entre as experiências vividas pelos adultos durante a própria infância e as práticas utilizadas atualmente na educação de crianças.

Os resultados indicam uma associação entre uma criação marcada por punições e uma maior aceitação de métodos disciplinares rígidos na vida adulta. Em média, pessoas que sofreram mais punições quando eram crianças apresentam maior tendência a repetir práticas semelhantes.

Os responsáveis pelo estudo ressaltam, porém, que essa relação não representa uma consequência inevitável. Uma parcela significativa das pessoas que enfrentou métodos violentos na infância consegue romper o ciclo e adotar formas de educação baseadas no diálogo, no respeito e na proteção.

O que determina a legislação

Desde 2014, o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura o direito de crianças e adolescentes serem educados e cuidados sem castigo físico ou tratamento cruel e degradante.

A Lei nº 13.010, conhecida como Lei Menino Bernardo, considera castigo físico qualquer ação disciplinar que utilize força e provoque sofrimento ou lesão. Também são proibidas condutas que humilhem, ameacem gravemente ou ridicularizem crianças e adolescentes.

Casos suspeitos ou confirmados podem ser comunicados ao Conselho Tutelar. Denúncias de violência, maus-tratos e outras violações de direitos também podem ser feitas gratuitamente pelo Disque 100, serviço nacional que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Brasil#DireitosDaCriança#Disque100#ECA#EducaçãoSemViolência#Infância#Palmada#PesquisaQuaest#ProtecaoInfantil#ViolênciaInfantil
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Pietra Rêgo brilha na Suíça e garante formação no Royal Ballet

Próxima notícia

Brasil inicia ciclo para 2030 sob pressão por renovação e dúvidas sobre Neymar

redacao

redacao

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital