A Casa Branca defendeu as sanções impostas a Cuba após o Escritório de Direitos Humanos da ONU alertar que as medidas estão provocando danos à população e colocando vidas em risco. A manifestação ampliou a tensão diplomática entre Washington, Havana e organismos internacionais em torno da política de pressão econômica contra a ilha.
Em comunicado, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que as sanções sejam suspensas imediatamente. Segundo ele, as restrições de combustível impostas desde o início de 2026, somadas ao endurecimento de sanções extraterritoriais, têm afetado diretamente os cubanos, especialmente os grupos mais vulneráveis.
A ONU afirmou que a crise tem atingido serviços essenciais, como saúde, alimentação, abastecimento de água e transporte. Türk também alertou para o impacto nos hospitais, afirmando que crianças estão morrendo porque médicos não conseguem acesso a medicamentos e insumos básicos.
A Casa Branca rebateu as críticas e sustentou que as sanções são direcionadas a líderes e organizações que, segundo o governo americano, atuariam contra interesses de segurança nacional dos Estados Unidos. Washington afirma que a política busca pressionar o governo cubano, e não a população.
O governo de Cuba, por outro lado, responsabiliza as sanções pela piora das condições internas. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que contêineres de ajuda humanitária da ONU, avaliados em milhões de dólares, não conseguem chegar aos beneficiários por causa da escassez de combustível.
A situação ocorre em meio a uma crise marcada por apagões prolongados, dificuldades no transporte, falta de medicamentos e limitações no funcionamento de serviços públicos. Organismos internacionais e autoridades cubanas afirmam que a restrição ao combustível agravou problemas já existentes no país.
A atual escalada começou após medidas adotadas pelo governo Trump para ampliar a pressão econômica sobre Cuba. As sanções atingem setores estratégicos e também têm efeito sobre empresas, seguradoras, transportadoras e instituições financeiras que mantêm relações comerciais com o governo cubano.
Para a ONU, a amplitude das medidas provoca efeitos sobre a população civil e pode ser incompatível com princípios do direito internacional dos direitos humanos. Já o governo americano sustenta que as restrições fazem parte de uma estratégia para responsabilizar dirigentes e entidades ligadas ao regime cubano.
O impasse deve continuar nos próximos dias, com pressão de organismos internacionais pela suspensão das medidas e defesa da Casa Branca pela manutenção da política de sanções. Enquanto isso, a crise humanitária em Cuba segue como ponto central da disputa diplomática.
*Da Agência Fonte Exclusiva
