Uma operação de alcance nacional voltada ao enfrentamento do crime organizado resultou na apreensão de 680 celulares em unidades prisionais de todo o Brasil. A ação faz parte da 11ª fase da Operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A ofensiva ocorreu simultaneamente em 124 estabelecimentos prisionais e contou com a participação integrada de administrações penitenciárias estaduais, distrital e também das unidades federais.
No total, 4.042 policiais penais foram mobilizados para a realização das revistas, que abrangeram 3.728 celas.
Segundo os dados oficiais, o foco principal da operação é interromper o fluxo de comunicações ilegais dentro dos presídios, especialmente o uso de celulares por detentos para articulações criminosas fora das unidades.
Além dos aparelhos telefônicos, a ação também busca identificar e retirar outros itens proibidos no sistema prisional.
Com a conclusão desta etapa, a Operação Mute já soma 8.646 celulares apreendidos desde o início das ações, em 2023. O número reforça a dimensão do problema enfrentado pelas autoridades no controle de comunicação clandestina dentro das unidades prisionais.
A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e é conduzida pela Diretoria de Inteligência Penal (DIPEN). As operações são realizadas de forma simultânea em todos os estados, com base em atividades de inteligência e planejamento estratégico.
De acordo com a SENAPPEN, o objetivo da operação não se limita à apreensão de materiais ilícitos, mas também ao fortalecimento da presença do Estado dentro do sistema prisional. A estratégia busca reduzir a capacidade de articulação de organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios.
A operação também contribui para a padronização de procedimentos de revista e fiscalização, ampliando o controle sobre as unidades prisionais e reforçando práticas de segurança adotadas nacionalmente.
As ações seguem como parte de uma política contínua de combate ao crime organizado, com foco na interrupção de redes de comunicação ilícitas que, segundo as autoridades, impactam diretamente a segurança pública em todo o país.
*Da Agência Fonte Exclusiva
