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Home Política
Lula sanciona lei que endurece regime para condenados por crimes contra agentes de segurança, com uso de presídios federais e regime disciplinar diferenciado.

Imagem: Reprodução/ Valter Campanato/Agência Brasil

Lula sanciona lei que endurece punições a crimes contra agentes de segurança pública

Nova legislação prevê transferência para presídios federais e regras mais rígidas de cumprimento de pena, mas teve vetos do presidente.

redacao Por redacao
12/05/2026 - 15:24
em Política
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, uma nova lei que endurece as regras aplicadas a condenados por homicídio ou tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública no exercício da função.

A norma, identificada como Lei 15.407/26 e publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União, estabelece que pessoas condenadas ou presas preventivamente por esse tipo de crime devem ser mantidas, preferencialmente, em presídios federais de segurança máxima.

A medida alcança policiais, militares das Forças Armadas e outros profissionais da área de segurança pública.

A legislação também prevê a possibilidade de aplicação do regime disciplinar diferenciado, que impõe regras mais rígidas de cumprimento de pena. Entre as restrições estão isolamento em cela individual, limitação de visitas, controle de correspondência e restrição de saídas.

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O regime pode durar até dois anos e é destinado a presos considerados de alta periculosidade, como integrantes de organizações criminosas.

O projeto que originou a lei havia sido aprovado pelo Congresso Nacional em abril deste ano.

Apesar da sanção, o presidente Lula vetou alguns trechos do texto aprovado pelos parlamentares. Entre eles, o dispositivo que tornava obrigatória a aplicação do regime disciplinar diferenciado em casos específicos, como crimes contra agentes de segurança ou crimes hediondos.

Segundo o governo, a obrigatoriedade eliminaria a análise individual de cada caso, que deve considerar o comportamento e o grau de periculosidade do preso. Na justificativa, o Executivo argumentou que a medida violaria princípios constitucionais como individualização da pena e proporcionalidade.

Também foi vetado o trecho que impedia a progressão de regime e a concessão de liberdade condicional a detentos submetidos ao regime disciplinar diferenciado.

O governo afirmou que a restrição contrariaria a lógica da execução penal progressiva e decisões do Supremo Tribunal Federal, que reforçam a necessidade de avaliação individual mesmo em casos graves.

*Da Agência Fonte Exclusiva 

Tags: #Brasil#CongressoNacional#ExecucaoPenal#Justica#Lei15407#Lula#política#PresídiosFederais#RegimeDisciplinarDiferenciado#SegurançaPública#SistemaPrisional
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