Em um pregão influenciado pela aversão ao risco nos mercados globais, o Ibovespa registrou queda de 1,65% nesta quarta-feira, encerrando aos 192.888 pontos — o menor nível desde 8 de abril.
O movimento foi impulsionado principalmente pelas tensões no Oriente Médio e por uma realização de lucros após altas recentes.
No mercado cambial, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 4,974. No acumulado do ano, a moeda norte-americana já recua cerca de 9,39% frente ao real, refletindo o fluxo de capital estrangeiro e o diferencial de juros.
A queda da Bolsa foi puxada principalmente por ações de bancos e mineradoras, setores com grande peso no índice.
Em contrapartida, empresas ligadas ao setor de energia ajudaram a conter perdas, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional.
No cenário externo, o petróleo teve forte valorização. O barril do tipo Brent avançou 3,5%, chegando a US$ 101,91, enquanto o WTI subiu 3,66%, a US$ 92,96.
O movimento foi influenciado por incertezas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã, além de preocupações com a estabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Mesmo após o anúncio de uma extensão de cessar-fogo em parte do conflito, o ambiente internacional segue volátil, mantendo pressão sobre o preço das commodities e influenciando o comportamento dos mercados financeiros globais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
