Em um curto intervalo de tempo, o Estreito de Ormuz voltou a registrar mudanças nas regras de navegação, refletindo a escalada de tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel.
A região, considerada uma das mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, passou por um ciclo de flexibilização e endurecimento das restrições em apenas dois dias.
Na sexta-feira (17), o governo iraniano havia anunciado a reabertura parcial da passagem para navios comerciais. A medida, no entanto, foi condicionada à autorização prévia das autoridades locais e ao uso de rotas determinadas por Teerã.
A liberação também estava vinculada ao período de cessar-fogo em vigor no Líbano.
Apesar do anúncio, autoridades iranianas alertaram que o estreito poderia ser novamente fechado caso os Estados Unidos mantivessem o bloqueio naval contra embarcações iranianas, o que seria interpretado como violação do acordo de trégua.
Ainda no mesmo dia, o governo norte-americano confirmou a manutenção das restrições marítimas, aumentando a incerteza sobre a estabilidade da abertura anunciada pelo Irã.
Já neste sábado (18), Teerã voltou atrás e anunciou o restabelecimento de um controle mais rígido sobre o tráfego na região. Segundo autoridades iranianas, a decisão foi motivada por supostas ações hostis e violações atribuídas aos Estados Unidos.
Com isso, a navegação passou a ser novamente monitorada e condicionada às regras impostas pelo governo iraniano.
Relatos internacionais indicam que a instabilidade já afeta embarcações comerciais, com registros de desvios de rota e interrupções temporárias na travessia do estreito.
O Irã reforçou que o controle da passagem estratégica segue sob sua responsabilidade e que novas alterações nas regras dependem da suspensão das medidas de bloqueio impostas pelos Estados Unidos.
A situação mantém o Estreito de Ormuz como um dos principais focos de atenção do mercado global de energia, especialmente pelo impacto potencial no fluxo internacional de petróleo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
