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Home Economia
A redução no preço do petróleo e a paralisação da plataforma P-52 influenciaram a queda nos repasses de royalties aos municípios do Norte Fluminense, segundo a ANP.

Imagem: ilustração/Canvas

Preço do barril e paralisação de plataforma impactam royalties no Norte do RJ

Queda na produção e cenário internacional reduzem repasses aos municípios.

Redação Por Redação
23/01/2026 - 22:07
em Economia
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Os municípios do Norte Fluminense que integram a Bacia de Campos voltaram a receber, nesta quinta-feira (22), os repasses de royalties do petróleo. Apesar de os valores continuarem elevados, houve redução em relação aos depósitos registrados nos meses anteriores, movimento que já era esperado por gestores e especialistas do setor.

Em Campos dos Goytacazes, o repasse desta rodada foi de aproximadamente R$ 32,6 milhões. São João da Barra recebeu cerca de R$ 10,6 milhões, enquanto Quissamã ficou com em torno de R$ 7,5 milhões. Já São Francisco de Itabapoana teve um crédito aproximado de R$ 2,6 milhões. Todos os municípios registraram queda nos valores em comparação aos repasses mais recentes.

Um dos principais fatores que explicam a diminuição é a variação no preço do petróleo no mercado internacional. Em novembro, o barril do tipo Brent, referência utilizada no cálculo dos royalties, foi negociado a um valor inferior ao do mês anterior. Essa oscilação impacta diretamente os repasses feitos aos estados e municípios produtores.

Outro elemento relevante é a redução no volume de produção. Grandes campos petrolíferos do país, como Roncador, Tupi e Búzios, apresentaram queda na extração no fim do ano. No Norte Fluminense, a situação foi agravada pela paralisação da plataforma P-52, no campo de Roncador, após um vazamento de gás. A unidade ainda não retomou plenamente as operações, o que contribui para a redução dos recursos distribuídos.

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Além dos fatores técnicos, o cenário internacional também exerce influência sobre o mercado de petróleo. Tensões políticas e econômicas globais afetam a formação do preço do barril e geram instabilidade nos valores praticados, refletindo nos repasses mensais.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os valores dos royalties variam mês a mês em função da combinação entre preço do petróleo, volume produzido e regras de distribuição vigentes. Por isso, oscilações nos repasses são consideradas normais ao longo do ano.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #NorteRJ#PetróleoBrent#Royalties#SetorEnergético
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