Após a retirada de Nicolás Maduro do poder no último sábado (3), o governo dos Estados Unidos passou a apresentar de forma mais clara como pretende conduzir o processo de reorganização da Venezuela.
Em declaração pública, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a administração do presidente Donald Trump estruturou uma estratégia dividida em três fases, com foco na estabilidade imediata, recuperação econômica e transição política.
Segundo Rubio, a primeira etapa é a de estabilização, voltada a evitar o agravamento da crise institucional, social e econômica no país. Nesse estágio inicial, os Estados Unidos pretendem assumir a gestão de parte do petróleo venezuelano que estava bloqueado por sanções internacionais.
A previsão é que entre 30 milhões e 50 milhões de barris sejam vendidos no mercado global a preços de mercado, sem os descontos que vinham sendo praticados anteriormente.
Os recursos arrecadados com a comercialização do petróleo, de acordo com o secretário, ficarão sob administração norte-americana. O argumento do governo dos EUA é garantir que o dinheiro seja utilizado em ações voltadas à população venezuelana, impedindo desvios, corrupção ou o retorno de recursos a estruturas ligadas ao antigo regime.
A segunda fase do plano, denominada recuperação, prevê a reabertura gradual do mercado venezuelano a empresas dos Estados Unidos, de países ocidentais e de outros parceiros internacionais. Rubio afirmou que essa reaproximação ocorrerá sob o que classificou como condições justas e transparentes.
O período também deverá incluir medidas de reconciliação nacional, como anistia a opositores políticos, libertação de presos considerados políticos e estímulo à reconstrução da sociedade civil.
Já a terceira e última etapa é a transição política. Segundo Rubio, esse processo deverá criar as bases para a reorganização institucional do país, mas sem impor um modelo específico.
O secretário destacou que o desfecho político dependerá das escolhas feitas pelo próprio povo venezuelano, reforçando que mudanças duradouras não podem ser sustentadas apenas por decisões externas.
O plano apresentado indica uma atuação direta dos Estados Unidos na condução econômica e política da Venezuela no curto e médio prazo. Ao mesmo tempo, o governo norte-americano busca apresentar a estratégia como um caminho gradual para a reconstrução do país e para a retomada de sua autonomia institucional.
*Da Agência Fonte Exclusiva
