O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, deixou de ser uma doença restrita à população idosa e passou a atingir pessoas cada vez mais jovens. Especialistas associam esse avanço a fatores como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo, excesso de açúcar e gordura, além do estilo de vida moderno.
Por ser uma doença silenciosa, o diagnóstico costuma ocorrer tardiamente, especialmente entre pacientes jovens, que muitas vezes não associam os sintomas à possibilidade de câncer. Segundo a coloproctologista Geanna Resende, do Instituto Órion do Aparelho Digestivo, os sinais iniciais são inespecíficos e facilmente confundidos com problemas intestinais comuns.
“Nas fases mais avançadas, podem surgir alteração do ritmo intestinal, afilamento das fezes, presença de muco ou sangue, anemia sem causa aparente, perda de peso inexplicável e dores abdominais recorrentes”, explica a médica.
A especialista ressalta que muitos casos se desenvolvem a partir de pólipos intestinais benignos, que ao longo dos anos sofrem alterações celulares até se tornarem malignos. Esses pólipos, assim como o câncer em estágio inicial, não costumam causar sintomas, o que reforça a importância do rastreamento regular.
Atualmente, o consenso médico indica que homens e mulheres realizem colonoscopia a partir dos 45 anos, mesmo sem histórico familiar. Quando detectados precocemente, os pólipos podem ser removidos durante o exame, evitando a progressão da doença.
A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, destaca que a prevenção ainda é a principal aliada no combate ao câncer colorretal. Segundo ela, hábitos saudáveis podem reduzir significativamente o risco da doença.
“Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais. Além disso, é essencial não negligenciar exames de rastreamento e buscar avaliação médica ao perceber qualquer alteração”, afirma.
Especialistas reforçam que informação, prevenção e diagnóstico precoce são decisivos para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade associada ao câncer de intestino.
*Da Agência Fonte Exclusiva
