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Joia roubada no Louvre tem ligação com a família imperial brasileira

Sala do Louvre onde as joias reais eram exibidas. Crédito: © Musée du Louvre / RMN–Grand Palais

Colar de safiras roubado no Louvre pertenceu à bisneta de dom Pedro II

A peça, adornada com diamantes e safiras, tem origem na realeza francesa e foi usada pela princesa Isabel d’Orleans, descendente direta da monarquia brasileira.

Redação Por Redação
20/10/2025 - 15:25
em Internacional
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O colar de safiras roubado no Museu do Louvre, em Paris, neste domingo (19), tem uma história que se conecta à família imperial brasileira. A peça, que pertenceu à rainha Maria Amélia da França, casada com o rei Luís Filipe I, foi a última a ser usada em público pela princesa Isabel d’Orleans, bisneta de dom Pedro II.

Segundo Paulo Garcez Marins, historiador e diretor do Museu do Ipiranga, o conjunto de joias não é apenas valioso, mas carrega um significado histórico profundo. Ele explica que a peça passou entre os descendentes da família Orleans até chegar ao conde de Paris, último proprietário antes da aquisição pelo Louvre em 1985.

O colar de safiras faz parte de um conjunto conhecido como “parure”, composto por oito safiras de diferentes tamanhos e 31 diamantes, com correntes articuladas que revelam grande perfeição técnica. Originalmente, a rainha Hortense, filha de Napoleão Bonaparte, foi a primeira a usá-lo, e depois passou para suas descendentes.

Retrato da rainha Maria Amélia da França usando o colar de safiras, mais tarde herdado pela família Orleans. Crédito: Reprodução / The Royal Watcher Blog

A conexão com o Brasil ocorre através de laços familiares: François de Orleans, filho de Maria Amélia da França, casou-se com princesa Francisca de Bragança, irmã de dom Pedro II. Segundo Marins, essa ligação evidencia a complexidade das relações entre a realeza europeia e brasileira.

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O historiador lamenta também a perda de outras peças de grande valor, como a tiara da imperatriz Eugênia, ressaltando a importância histórica e cultural desses itens.

“Foi um desastre. É especialmente triste considerando a complexidade das negociações para sua aquisição ao longo dos anos”, disse Marins.

O Louvre confirmou que o colar de safiras roubado, que fazia parte da Galerie d’Apollon, é um dos itens mais preciosos de seu acervo. O roubo reforça a vulnerabilidade de joias históricas e a necessidade de reforço em segurança de museus internacionais.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #Brasil#Cultura#DomPedroII#França#História#JoiasHistóricas#PrincesaIsabel#Realeza#RouboLouvre
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