Governo Netanyahu acusa presidente Lula de adotar “linha crítica e hostil” e retira a nomeação de Gali Dagan, cujo agrément não foi respondido pelo Itamaraty. Relações agora são conduzidas em nível inferior.
O governo de Israel anunciou, nesta segunda-feira (25), o rebaixamento do nível de suas relações diplomáticas com o Brasil. A medida é uma resposta direta à recusa do Itamaraty em conceder o agrément (autorização) para o embaixador nomeado por Tel Aviv, Gali Dagan, indicado pelo governo Netanyahu em janeiro.
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a postura brasileira como “incomum” e afirmou que a “linha crítica e hostil demonstrada pelo Brasil em relação a Israel” desde o ataque do Hamas em 7 de outubro foi “intensificada” por declarações do presidente Lula. Como consequência, Israel retirou o pedido de credenciamento de Dagan, e as relações entre os dois países passaram a ser conduzidas em um patamar diplomático inferior.
De acordo com informações da imprensa, o governo Lula manteve o pedido de agrément em análise, sem uma resposta formal, o que foi interpretado por Israel como uma rejeição tácita. A nota israelense ressaltou, no entanto, que o país “continua a manter laços profundos com os diversos círculos de amigos de Israel no Brasil”. A decisão marca um novo capítulo de tensão entre as duas nações, que já havia escalado com a declaração de Lula como persona non grata por Israel.
Da Agência Fonte Exclusiva.
