O pastor evangélico Silas Malafaia, um dos mais influentes líderes religiosos do Brasil, está sendo investigado pela Polícia Federal no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.
De acordo com as informações da BBC News, a apuração investiga suposta obstrução de Justiça, coação no curso do processo, organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ações contra autoridades e até busca por sanções internacionais contra o Brasil.
A informação foi divulgada pela GloboNews, e o próprio Malafaia confirmou em um vídeo publicado no X (antigo Twitter). Segundo ele, a única forma de ter tomado conhecimento da investigação foi pela imprensa:
“Eu só sei disso pela GloboNews. Eu não recebo notificação nenhuma. Que país é esse, onde a Polícia Federal vaza alguma acusação contra alguém pra Globo e depois você vai ficar sabendo?”
Malafaia criticou a conduta das autoridades e disse que a investigação tem caráter de “perseguição”, relacionando-a às críticas que faz há anos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estou sendo investigado pela Polícia Federal em um inquérito. Eu reconheço a Polícia Federal, que é uma honra para os brasileiros, só que tem uma Polícia Federal a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes. Eles me incluem no inquérito por obstrução de justiça, coação no curso do processo, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático, ações contra autoridades e sanções internacionais contra o Brasil. Primeiro que eu não falo inglês, não conheço nenhuma autoridade americana… Eu não tenho medo.”
Ligação com atos pró-Bolsonaro
O pastor foi um dos organizadores do ato em apoio a Jair Bolsonaro no dia 3 de agosto, no qual o ex-presidente participou por meio de vídeo transmitido nas redes sociais de terceiros. O evento antecedeu a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada no dia seguinte, 4 de agosto.
Na quinta-feira (14/8), Malafaia voltou a publicar vídeos nas redes sociais, defendendo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e afirmando que ele deveria ser julgado e preso.
Detalhes do inquérito
O inquérito, aberto em maio, investiga ações contra autoridades, contra o STF, contra agentes públicos e também a tentativa de buscar sanções internacionais contra o Brasil. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, as condutas investigadas teriam como objetivo atrapalhar o processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.
Os crimes sob apuração incluem:
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Coação no curso do processo
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Obstrução de investigação de organização criminosa
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Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Da Agência Fonte Exclusiva.
