O Ministério dos Exteriores franceses anunciou que cidadãos devem abandonar o Líbano “o quanto antes” devido ao risco de escalada militar no Oriente Médio neste domingo.
“”Em um contexto de segurança muito volátil, mais uma vez chamamos a atenção dos cidadãos franceses, especialmente daqueles que estão de passagem, para o fato de que ainda há voos comerciais diretos e com escalas para a França, e os convidamos a tomar as providências necessárias para sair do Líbano o quanto antes”, indicou o Ministério das Relações Exteriores”.
A França segue os passos dos Estados Unidos e do Reino Unido, que no sábado recomendaram aos seus próprios cidadãos que abandonassem o país.
A Suécia também anunciou o fechamento de sua embaixada em Beirute e pediu aos seus cidadãos que saíssem.
A região tem enfrentado tensões desde o assassinato de um comandante do Hezbollah em um ataque no Líbano e do principal líder político do Hamas em um ataque na capital do Irã na semana passada. Israel se prepara para retaliação.
Com chamados para sair do Líbano, o reforço da presença militar dos EUA no Oriente Médio e a suspensão de conexões aéreas, a preocupação com uma escalada militar na região cresce diante da intensificação das ameaças do Irã e seus aliados contra Israel.
Estados Unidos e Reino Unido instaram seus cidadãos presentes no Líbano a partirem o quanto antes, enquanto o Canadá pediu aos seus nacionais para evitar viajar para Israel.
“As tensões estão elevadas e a situação pode se deteriorar rapidamente”, advertiu o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, acrescentando: “Minha mensagem para os cidadãos britânicos lá é clara: saiam já”.
Os chefes das diplomacias dos Estados Unidos e da França, Antony Blinken e Stéphane Séjourné, instaram em uma conversa telefônica todas as partes a exercer “máxima moderação, para evitar uma conflagração que teria consequências devastadoras para os países da região”, indicou o Ministério das Relações Exteriores da França.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou na sexta-feira que havia ordenado “ajustes” para “melhorar a proteção” de suas forças e “aumentar o apoio à defesa de Israel”, diante “da possibilidade de uma escalada regional por parte do Irã e seus parceiros”.
Questionado em sua casa de praia em Delaware se acreditava que o Irã desistiria de tal ação, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, respondeu: “Espero que sim, não sei”.
A tensão aumentou com a morte na terça-feira de um alto cargo do Hezbollah, em um bombardeio israelense em um subúrbio de Beirute, e com o assassinato no dia seguinte em Teerã, atribuído a Israel, do líder do Hamas, Ismail Haniyeh.
Haniyeh, cuja morte foi denunciada no sábado em protestos em vários países muçulmanos – entre eles Marrocos e Turquia -, foi enterrado na véspera em um cemitério perto de Doha, no Catar, onde vivia exilado, após receber funerais multitudinários.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ameaçou Israel com um “castigo severo” e o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, falou de uma “resposta inevitável”.
A representação do Irã nas Nações Unidas disse esperar que o Hezbollah ataque em “profundidade” o território israelense e que não se limite a alvos militares.
Israel e o Hezbollah libanês, aliado do Hamas, protagonizam duelos quase diários de artilharia desde o início da guerra em Gaza.
O Hezbollah anunciou que lançou “dezenas” de foguetes Katiusha contra o assentamento de Beit Hillel, no norte de Israel.
A esse respeito, o exército israelense disse na manhã de domingo que cerca de 30 projéteis foram lançados em seu território desde o sul do Líbano, e a maioria foi derrubada sem que houvesse relatos de feridos.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Jornal O GLOBO.
