Uso de inteligência artificial nas escolas brasileiras supera média mundial, diz OCDE

Com 56% dos professores utilizando IA em sala de aula, Brasil avança na digitalização do ensino e lidera entre países da América Latina.

Relatório da OCDE aponta que o Brasil é destaque global no uso de inteligência artificial na educação, com mais da metade dos docentes aplicando ferramentas tecnológicas em aulas e avaliações.

Imagem: ilustração

O Brasil desponta como um dos países que mais utilizam inteligência artificial (IA) na educação básica. Um estudo internacional recente aponta que 56% dos professores brasileiros do ensino fundamental já recorrem à tecnologia para otimizar o planejamento das aulas e personalizar o aprendizado, percentual bem acima da média global.

As aplicações mais comuns incluem a elaboração de planos de aula, a criação de atividades personalizadas conforme o desempenho dos alunos e o resumo de conteúdos complexos. A pesquisa também mostra que uma parcela crescente dos docentes usa ferramentas de IA para corrigir trabalhos, emitir feedback automatizado e acompanhar indicadores de desempenho.

Apesar do avanço, especialistas alertam que o impacto do uso da inteligência artificial ainda depende de formação técnica adequada dos professores e de infraestrutura mínima nas escolas, especialmente nas redes públicas. Muitos educadores afirmam não possuir equipamentos ou conexão de internet suficiente para aplicar as ferramentas de forma ampla.

Outro desafio é a capacitação docente: parte significativa dos professores reconhece que ainda não tem preparo suficiente para utilizar IA de maneira pedagógica e ética. Além disso, há preocupação com a proteção dos dados estudantis e a transparência dos algoritmos utilizados, especialmente quando envolvem decisões sobre avaliação e desempenho dos alunos.

A expansão do uso de IA também reforça a necessidade de novas diretrizes curriculares e políticas públicas voltadas à inovação educacional, que garantam o uso responsável da tecnologia sem ampliar desigualdades entre escolas públicas e privadas.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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