Telescópio Roman, da NASA, é lançado para investigar galáxias, exoplanetas e os mistérios do universo

Equipamento terá campo de visão 100 vezes maior que o Hubble e poderá identificar cerca de 100 mil novos exoplanetas.

Novo telescópio espacial Roman, da NASA, foi lançado neste domingo e vai investigar galáxias, exoplanetas, matéria escura e energia escura.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A NASA deu início neste domingo a uma das missões mais ambiciosas da astronomia moderna. O telescópio espacial Nancy Grace Roman foi lançado a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com a missão de observar grandes áreas do universo e ajudar os cientistas a responder algumas das principais perguntas sobre a evolução cósmica.

Após deixar a Terra, o Roman deverá levar cerca de três meses para alcançar sua posição de operação, a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros do nosso planeta. A missão foi projetada para funcionar por pelo menos cinco anos.

O telescópio recebeu o nome de Nancy Grace Roman, astrônoma da NASA considerada uma das responsáveis por abrir caminho para os grandes observatórios espaciais da agência.

Roman terá campo de visão muito maior que o Hubble

Uma das principais vantagens do novo telescópio está na dimensão da área que ele consegue observar de uma só vez.

De acordo com a NASA, o campo de visão do Roman será cerca de 100 vezes maior que o do telescópio espacial Hubble. Isso permitirá que o equipamento faça levantamentos de grandes regiões do céu com muito mais rapidez.

A expectativa é que o telescópio observe bilhões de galáxias e produza uma enorme quantidade de dados sobre a formação e a transformação do universo ao longo de bilhões de anos.

Em vez de concentrar suas observações apenas em objetos específicos, como ocorre em muitas pesquisas astronômicas, o Roman poderá realizar grandes levantamentos e ajudar os cientistas a enxergar padrões que seriam difíceis de identificar em observações mais restritas.

Telescópio poderá encontrar milhares de exoplanetas

Outra área importante da missão será a busca por exoplanetas, nome dado aos planetas que orbitam estrelas fora do Sistema Solar.

A NASA estima que o Roman poderá identificar cerca de 100 mil novos exoplanetas durante sua missão. O levantamento poderá ampliar significativamente o conhecimento sobre a variedade de sistemas planetários existentes na nossa galáxia.

Os pesquisadores também pretendem utilizar os dados para procurar planetas que apresentem características semelhantes às da Terra.

O objetivo não é encontrar vida diretamente, mas identificar mundos que possam apresentar condições potencialmente favoráveis à existência dela. Esses objetos poderão posteriormente ser escolhidos para observações mais detalhadas por outros telescópios e futuras missões espaciais.

Missão também vai investigar matéria e energia escuras

O Roman não terá como objetivo apenas procurar novos planetas. Uma parte importante da missão será dedicada a tentar compreender melhor a estrutura e a evolução do próprio universo.

Os cientistas vão utilizar as observações para estudar a chamada matéria escura, componente que não emite nem reflete luz, mas cuja presença pode ser percebida pelos efeitos gravitacionais que exerce sobre outros objetos.

A missão também investigará a energia escura, fenômeno associado à expansão acelerada do universo e que ainda representa uma das grandes questões em aberto da cosmologia.

As observações poderão contribuir ainda para estudos sobre a formação das galáxias, a expansão do universo e eventos extremamente energéticos, como as supernovas.

Um novo mapa do universo

Com sua capacidade de observar grandes regiões do céu, o telescópio Roman deverá produzir um dos maiores levantamentos astronômicos já realizados.

Os dados poderão ajudar os pesquisadores a reconstruir diferentes etapas da história do universo e entender melhor como galáxias, estrelas e sistemas planetários se formaram.

O investimento previsto para o desenvolvimento do projeto é de aproximadamente US$ 4 bilhões. Com o início da missão, a expectativa da NASA é que o Roman se torne uma ferramenta importante para a astronomia nas próximas décadas, inclusive servindo de base para futuras missões que poderão investigar com mais detalhes os objetos identificados pelo telescópio.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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