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Estudos apontam que a IA pode reduzir a ansiedade e aliviar a solidão, mas especialistas alertam para riscos como dependência emocional e exploração comercial.

Imagem: Ilustração/ Canva

IA pode aliviar a solidão, mas especialistas alertam para riscos emocionais e sociais

Estudos indicam redução da ansiedade com o uso de chatbots, enquanto pesquisadores apontam perigos como dependência, relações idealizadas e exploração comercial.

Redação Por Redação
30/12/2025 - 07:18
em Tecnologia
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Em meio ao avanço do que especialistas já classificam como uma “epidemia de solidão”, pesquisas recentes sugerem que a inteligência artificial pode estar ajudando a amenizar esse problema para parte da população.

A avaliação é do escritor e pesquisador Justin Gregg, em coluna publicada no jornal britânico The Guardian no domingo (28), na qual ele analisa dados e debates sobre o papel dos chatbots no bem-estar emocional.

De acordo com estudos citados por Gregg, pessoas que conversaram regularmente com sistemas de IA apresentaram redução de até 30% nos sintomas de ansiedade.

Os resultados reforçam a ideia de que essas ferramentas podem ir além de uma simples distração e funcionar como uma forma de apoio emocional, especialmente para quem enfrenta isolamento social.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão intensa, condição associada a impactos profundos na saúde física e mental.

Segundo a entidade, o problema estaria ligado a cerca de 100 mortes por hora, o que representa mais de 871 mil óbitos por ano.

Gregg destaca que a preocupação coletiva aumentou diante de pesquisas mostrando que jovens estão cada vez mais abertos a interações emocionais com inteligência artificial.

Dados citados no artigo indicam que metade dos adolescentes conversa com assistentes virtuais ao menos algumas vezes por mês, enquanto um em cada três considera essas interações tão satisfatórias quanto, ou até mais do que, conversas com amigos da vida real.

Para parte dos usuários, afirma o autor, os chatbots acabam se tornando a única forma de companhia disponível, mesmo que essa relação seja vista como superficial.

Ao mesmo tempo, há quem argumente que o crescimento das tecnologias digitais e das redes sociais contribuiu para o enfraquecimento dos vínculos humanos tradicionais, ampliando o sentimento de isolamento.

Riscos de dependência e relações irreais

Apesar dos possíveis benefícios, especialistas alertam para riscos importantes associados ao uso emocional da inteligência artificial. Um dos principais é a possibilidade de dependência afetiva de sistemas controlados por empresas privadas, que coletam dados sensíveis e podem alterar regras, limitar acessos ou até encerrar serviços sem o consentimento dos usuários.

Outro ponto de atenção é o design de muitos parceiros virtuais, programados para concordar quase sempre, evitar conflitos e se moldar completamente às preferências do usuário.

Pesquisadores afirmam que esse tipo de interação pode criar uma visão distorcida dos relacionamentos humanos, dificultando a convivência com pessoas reais, que naturalmente possuem opiniões, limites e necessidades próprias.

O artigo também menciona que uma parcela relevante dos aplicativos mais populares de relacionamento com IA é direcionada a homens em busca de namoradas virtuais.

Esse cenário tem levado acadêmicos a debater a reprodução de fantasias sexistas e dinâmicas de poder desequilibradas, reforçadas pela ausência de reciprocidade real.

Além disso, há preocupações de que empresas de tecnologia passem a lucrar com a solidão, desenvolvendo produtos que exploram a carência emocional sem oferecer garantias adequadas de proteção de dados ou suporte em situações de crise.

Para especialistas, o desafio está em equilibrar inovação, ética e responsabilidade social diante de um problema de saúde pública crescente.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Ansiedade#bemestar#chatbots#InovaçãoDigital#InteligenciaArtificial#SaúdeMental#Solidão#Tecnologia
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