O avanço no uso de vídeos manipulados por inteligência artificial tem gerado preocupação crescente no Brasil ao longo de 2025, principalmente pelo potencial impacto desse tipo de conteúdo no ambiente político e nas eleições de 2026.
De acordo com um levantamento da plataforma Sumsub, especializada em verificação de identidade e prevenção de fraudes, o número de deepfakes no país aumentou 126% no período analisado.
Com isso, o Brasil passou a concentrar cerca de 40% dos casos registrados em toda a América Latina.
Os deepfakes são conteúdos produzidos por inteligência artificial capazes de simular com alto nível de realismo rostos, vozes e movimentos, o que dificulta a identificação de manipulação e amplia o risco de disseminação de desinformação.
O cenário já é acompanhado por órgãos de inteligência. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou, em relatório recente, que a velocidade de produção e disseminação desse tipo de material pode ultrapassar a capacidade de checagem de instituições, imprensa e autoridades, aumentando o risco de contaminação do debate público.
Segundo a especialista em compliance em inteligência artificial da Sumsub, Natália Fritzen, o enfrentamento do problema exige cooperação entre diferentes setores, incluindo empresas de tecnologia e órgãos reguladores, para identificar e conter fraudes digitais.
Diante da escalada desse tipo de conteúdo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também passou a adotar regras para restringir a divulgação de materiais sintéticos ou manipulados que possam comprometer a integridade do processo eleitoral ou influenciar candidaturas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
