O mercado de anéis inteligentes vive um momento de forte expansão, impulsionado pela apresentação de novos dispositivos durante a CES 2026, realizada nesta semana em Las Vegas. A categoria de wearables cresce em ritmo acelerado e já supera, com folga, o desempenho dos smartwatches tradicionais.
Dados da IDC indicam que as remessas globais de anéis inteligentes devem aumentar cerca de 49% em 2025, enquanto os smartwatches devem registrar crescimento estimado de apenas 6% no mesmo período. Segundo a consultoria Omdia, o volume anual de anéis inteligentes deve ultrapassar 4 milhões de unidades em 2025, mais que o dobro das 1,8 milhão registradas em 2024.
Durante a feira, fabricantes apresentaram propostas que ampliam o uso dos anéis inteligentes para além do monitoramento de saúde. A Smalth, por exemplo, lançou um anel de cerâmica com preço acessível, custando US$ 88, sem cobrança de assinatura. O modelo oferece até oito dias de bateria, mede apenas 4 milímetros de largura e pesa cerca de dois gramas, permitindo o acompanhamento de frequência cardíaca, oxigenação do sangue e qualidade do sono.
Outra novidade foi o Vocci AI Ring, que aposta em um conceito diferente ao eliminar sensores biométricos e priorizar a gravação de áudio. Produzido em titânio, o dispositivo conta com um botão físico que ativa gravações de até oito horas e suporta mais de 100 idiomas. As pré-encomendas devem ser abertas em fevereiro, com entregas previstas para abril.
Já a Dreame Technology, conhecida por seus aspiradores robóticos, anunciou a entrada no segmento de wearables com anéis inteligentes equipados com inteligência artificial. A proposta da empresa é integrar os dispositivos a um ecossistema doméstico inteligente, com foco em bem-estar e monitoramento contínuo da saúde.
No cenário competitivo, a Oura segue como líder do mercado, concentrando cerca de 74% da participação no primeiro semestre de 2025. Em seguida aparecem Ultrahuman e Samsung, com 9% cada, e RingConn, com 5%. A empresa finlandesa informou que já vendeu mais de 5,5 milhões de anéis desde 2015, sendo que mais da metade dessas vendas ocorreu apenas no último ano. A receita da Oura dobrou em 2024, ultrapassando US$ 500 milhões, e a expectativa é alcançar US$ 1 bilhão em faturamento em 2025.
Especialistas apontam que o avanço dos anéis inteligentes reflete a preferência crescente dos consumidores por dispositivos discretos, sem tela e com maior autonomia de bateria. Diferentemente dos smartwatches, os anéis permitem monitoramento passivo da saúde 24 horas por dia, sem interferir na rotina, o que tem ampliado sua aceitação no mercado global.
*Da Agência Fonte Exclusiva
