O Brasil alcançou a 53ª posição no Índice Global de Inovação (GII) de 2026 e permaneceu entre os países mais bem colocados da América Latina. O levantamento, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), destaca o desempenho brasileiro em pesquisa e desenvolvimento, área considerada estratégica para o avanço científico e tecnológico.
Na classificação regional apresentada pelo estudo, o Chile aparece à frente do Brasil, na 51ª posição mundial. México, Uruguai e Costa Rica também integram o grupo de países latino-americanos avaliados.
No cenário internacional, a Suíça ocupa o primeiro lugar, seguida por Suécia e Estados Unidos. Coreia do Sul e Singapura também estão entre as economias com melhor desempenho no índice.
Brasil se destaca em pesquisa e desenvolvimento
De acordo com o relatório, o Brasil apresenta resultados em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento econômico. O país também é apontado como a única economia latino-americana a manter esse desempenho de forma consistente ao longo dos últimos seis anos.
Outro destaque é o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo o levantamento, o Brasil é o único país da América Latina a destinar mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) a essa área.
Os recursos aplicados em pesquisa contribuem para a produção de conhecimento, o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de soluções que podem ser utilizadas em diferentes setores da economia.
O estudo também aponta diferenças entre os fatores que impulsionam a inovação na região. No Brasil, a principal vantagem está na estrutura científica e na capacidade de pesquisa e desenvolvimento.
O México se destaca pela estrutura industrial e pela participação nas exportações. Já Uruguai e Costa Rica apresentam pontos fortes relacionados aos serviços, à qualidade das instituições e à conectividade digital.
O que o índice avalia
O Índice Global de Inovação compara economias a partir de dezenas de indicadores que medem tanto as condições para inovar quanto os resultados obtidos.
Entre os aspectos analisados estão a qualidade das instituições, o capital humano, a infraestrutura e o ambiente para o desenvolvimento científico e tecnológico. O levantamento também considera resultados concretos, como registros de patentes, publicações científicas, exportações de alta tecnologia e produção criativa.
A metodologia busca avaliar a capacidade dos países de transformar investimentos, conhecimento e infraestrutura em avanços tecnológicos e atividades inovadoras.
Desafios para ampliar a inovação no país
A posição brasileira evidencia a importância da base científica nacional, mas também reforça a necessidade de transformar o conhecimento produzido em aplicações práticas, produtos e ganhos de produtividade.
Para ampliar sua capacidade de inovação, o país depende de fatores como a continuidade dos investimentos em pesquisa, a formação de profissionais qualificados e a aproximação entre universidades, centros científicos e empresas.
O desempenho no ranking oferece um panorama da posição brasileira no cenário internacional e permite acompanhar avanços e dificuldades na construção de uma economia baseada em conhecimento e tecnologia.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
