Brasil avança em pesquisa hipersônica com projeto estratégico da Força Aérea Brasileira

Desenvolvido pelo IEAv, programa 14-X busca ampliar capacidades tecnológicas em propulsão hipersônica e posiciona o país entre os poucos que investem na área de alta complexidade aeroespacial.

Força Aérea Brasileira destaca avanços no projeto 14-X de propulsão hipersônica, que desenvolve tecnologias de alta velocidade e fortalece a capacidade científica e de defesa do Brasil.

Imagem: Reprodução/ Divulgação/FAB/ Via RT

Em meio à intensificação da corrida global por avanços em engenharia aeroespacial, o Brasil vem ampliando sua atuação no desenvolvimento de tecnologias hipersônicas, consideradas uma das áreas mais complexas da ciência aplicada à aviação e à defesa.

A informação foi divulgada na terça-feira (30) pela Força Aérea Brasileira (FAB), que destacou a continuidade de projetos estratégicos nesse campo.

Entre as iniciativas em andamento está o Projeto de Propulsão Hipersônica 14-X, conduzido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), órgão vinculado à FAB.

O programa integra o conjunto de pesquisas que busca consolidar o Brasil entre os países que mantêm investimentos consistentes no desenvolvimento de tecnologias capazes de operar em velocidades extremas.

O projeto tem como objetivo ampliar competências científicas e tecnológicas em áreas como desenvolvimento de materiais resistentes a altas temperaturas, sistemas de navegação e controle, além de técnicas avançadas de simulação e testes aeroespaciais.

A iniciativa é considerada estratégica para o fortalecimento da base de inovação nacional.

A tecnologia hipersônica é definida por velocidades superiores a Mach 5, ou seja, cinco vezes a velocidade do som. Nesse regime, os veículos enfrentam temperaturas extremamente elevadas e desafios aerodinâmicos complexos, exigindo soluções avançadas de engenharia.

Para efeito de comparação, o caça F-39 Gripen, atualmente utilizado pela FAB, alcança aproximadamente Mach 2, evidenciando a diferença entre aeronaves convencionais e sistemas hipersônicos em desenvolvimento.

Segundo a Força Aérea Brasileira, as pesquisas também têm impacto em áreas correlatas, como sensores de alta precisão, sistemas computacionais de alto desempenho, novos materiais estruturais e tecnologias voltadas ao acesso ao espaço, com potenciais aplicações civis e militares.

O diretor do IEAv, coronel engenheiro Bruno Giordano de Oliveira Silva, destacou que a continuidade dos investimentos em ciência e tecnologia é essencial para o avanço do país em setores estratégicos, fortalecendo a capacidade nacional de inovação em áreas de alta complexidade tecnológica.

*Da Agência Fonte Exclusiva. 

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