SUS avalia uso de medicamentos para obesidade e acompanha pacientes com semaglutida

Estudo em Porto Alegre acompanha 250 pacientes para analisar segurança e possíveis efeitos do tratamento antes de uma eventual incorporação à rede pública.

Ministério da Saúde avalia incorporar medicamentos contra obesidade ao SUS enquanto estudo com semaglutida acompanha 250 pacientes em Porto Alegre.

Imagem: Reprodução/ Fernando Frazão/Agência Brasil

O tratamento da obesidade com medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1 está sendo avaliado pelo Ministério da Saúde para uma possível utilização na rede pública. Entre as substâncias analisadas está a semaglutida, utilizada no tratamento da obesidade e também de outras condições de saúde.

Antes de uma eventual oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o governo pretende reunir evidências sobre a segurança e os resultados do tratamento. Para isso, uma pesquisa já está sendo realizada no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.

Pesquisa acompanha 250 pacientes

O estudo começou a utilizar semaglutida em pacientes do SUS em junho. Ao todo, 250 pessoas com obesidade grave ou com a doença associada a outros problemas de saúde serão acompanhadas.

A pesquisa busca observar a resposta dos pacientes ao tratamento e estabelecer critérios para o acompanhamento médico necessário durante o uso do medicamento.

Entre os participantes estão pessoas que aguardam por cirurgia bariátrica. Um dos objetivos é verificar se, em determinados casos, o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta suficiente para evitar a necessidade do procedimento.

Outros efeitos também serão analisados

A pesquisa não ficará restrita à perda de peso ou à evolução da obesidade. Os pesquisadores também pretendem acompanhar possíveis impactos do tratamento sobre outras condições de saúde.

Entre os aspectos observados estão a ocorrência de eventos cardiovasculares e a reincidência do câncer de mama.

Os resultados poderão ajudar o Ministério da Saúde a avaliar os benefícios, riscos e critérios necessários para uma eventual adoção dos medicamentos na rede pública.

Eventual oferta dependerá de protocolo

A possível incorporação dos medicamentos ao SUS ainda não está definida. Antes disso, os resultados dos estudos precisarão ser analisados e será necessário estabelecer um protocolo clínico.

Esse documento deverá definir quais pacientes poderão receber os medicamentos, em quais situações o tratamento será indicado e como deverá ocorrer o acompanhamento médico.

A estratégia faz parte da avaliação de novas alternativas para o tratamento da obesidade na rede pública, mas a distribuição dos medicamentos pelo SUS dependerá das evidências obtidas e das decisões tomadas pelas autoridades de saúde.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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