SUS amplia oferta de tratamentos hormonais para pacientes com hipogonadismo no Brasil

Novos medicamentos foram incorporados à rede pública e devem estar disponíveis em até 180 dias, segundo o Ministério da Saúde.

SUS passa a oferecer novos medicamentos para hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico. Medida amplia acesso à reposição hormonal masculina e feminina na rede pública.

Imagem: Ilustração/ Imagem gerada por Inteligência artificial via RT

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o acesso a tratamentos voltados a pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, condição que afeta a produção natural de hormônios sexuais e pode impactar o desenvolvimento puberal, a fertilidade e diversas funções metabólicas ao longo da vida.

A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União e prevê a incorporação de novos medicamentos à rede pública.

A decisão foi tomada com base em recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a eficácia e a viabilidade de novas terapias no sistema público de saúde.

Entre os medicamentos incluídos estão o undecilato de testosterona, o cipionato de testosterona e a combinação de ésteres de testosterona, utilizados em terapias de reposição hormonal masculina e em casos de indução da puberdade em adolescentes do sexo masculino.

Para pacientes do sexo feminino com a mesma condição, também foi autorizado o uso de adesivo transdérmico de estradiol, indicado para reposição hormonal em situações específicas.

Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos deverão estar disponíveis na rede pública em até 180 dias após a publicação da portaria.

A pasta destaca que a ampliação busca garantir tratamento a pessoas com deficiência na produção hormonal causada por alterações no eixo endócrino.

Em crianças e adolescentes, a condição pode afetar o início e o desenvolvimento da puberdade, enquanto em adultos pode estar associada a problemas como osteoporose, infertilidade, disfunção sexual, perda de massa muscular, anemia e maior risco de doenças cardiovasculares.

Apesar da ampliação do acesso, especialistas reforçam que o uso de hormônios sexuais deve ocorrer exclusivamente com indicação médica e acompanhamento rigoroso, devido às indicações clínicas restritas e aos possíveis riscos associados ao tratamento.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

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