Surto de ebola preocupa após mortes no Congo e Uganda

Doença é causada por cepa sem tratamento autorizado.

OMS reconhece risco significativo de disseminação.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva

A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta sobre o alto risco de propagação do ebola causado pela variante Bundibugyo, uma cepa para a qual ainda não existem vacinas nem tratamentos autorizados.

O surto atinge atualmente a República Democrática do Congo e Uganda, e chegou a ser avaliado como uma possível Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, embora, por enquanto, não atenda aos critérios formais previstos pelo Regulamento Sanitário Internacional.

Casos e mortes preocupam autoridades

Na República Democrática do Congo, até 16 de maio, foram confirmados oito casos laboratoriais da doença, além de 246 casos suspeitos e 80 mortes sob investigação.

Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África, o número de mortes associadas ao surto na província de Ituri já chegou a pelo menos 87.

Em Uganda, dois casos foram confirmados em pessoas que haviam chegado da RDC. Um dos pacientes morreu.

Variante sem vacina nem tratamento

A cepa Bundibugyo é uma variante do vírus Ebola para a qual ainda não há imunizantes ou medicamentos específicos aprovados, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.

A OMS reconhece que o número real de infectados pode ser muito maior do que o detectado até agora, devido à limitação de testes, dificuldades logísticas e incertezas sobre as cadeias de transmissão.

Fatores que aumentam o risco

A organização destacou vários fatores que agravam o cenário:

Desafios para conter o surto

A RDC possui experiência no combate ao ebola, mas enfrenta obstáculos para transportar profissionais de saúde e insumos às áreas afetadas.

Até o momento, apenas 13 amostras foram analisadas no Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do país. Oito confirmaram a presença da variante Bundibugyo, enquanto cinco foram inconclusivas.

O ministro da Saúde congolês, Samuel Roger Kamba, informou que equipes médicas seguem intensificando a testagem e o rastreamento de contatos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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